Aktürkoğlu sela o regresso da Turquia ao Mundo após 24 anos de espera

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Com um cabeceamento certeiro aos 53 minutos, Kerem Aktürkoğlu despedaçou o sonho kosovar e devolveu a Turquia à cimeira do futebol mundial. Os turcos integrarão o Grupo D com os anfitriões Estados Unidos, Paraguai e Austrália.

O Estádio Fadil Vokrri ficou em silêncio. Um silêncio denso, carregado de lágrimas e de uma esperança que se foi desvanecendo minuto a minuto, à medida que o relógio corria e o marcador não se alterava. A Turquia venceu o Kosovo por 1-0, numa final da repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2026 que ficará para a história — pela agonia kosovar e pelo triunfo otomano que encerra uma seca de 24 anos.

O único golo da partida surgiu aos 53 minutos, numa jogada de encher o olho. Kenan Yıldız — a jovem pérola da Juventus — avançou pela esquerda com elegância e autoridade, e cruzou de forma milimétrica para a área. Orkun Kökçü rematou, a bola ressaltou, e Kerem Aktürkoğlu apareceu na segunda trave para encostar de cabeça ao fundo das redes. Um golo simples na execução, mas de um valor incalculável para a nação turca.

OKosovo nasceu para o futebol em 2016. A Turquia regressa ao lugar onde esteve em 2002, quando chegou ao pódio do Mundo.

Análise editorial — Crónica Desportiva

Um Primeiro Tempo de Causar Sonos

Os primeiros 45 minutos foram de uma sobriedade desconcertante. Nenhuma das equipas se predispôs a arriscar, e o jogo ficou confinado a duelos no meio-campo, remates de longe sem perigo e muitos erros técnicos alimentados pela ansiedade do momento. O Kosovo, apoiado por uma bancada enlouquecida, tentou pressionar alto, mas a solidez do bloco defensivo turco — com Abdülkerim Bardakçı e Ozan Kabak num duelo central sereno — neutralizou com eficácia todas as tentativas de Fisnik Asllani e companhia. O intervalo chegou com o resultado a zeros e a incerteza no ar.

A Turquia Decide, Kosovo Reage em Vão

A segunda parte foi bem diferente. A Turquia saiu dos balneários com outra determinação, e foi a confiança de Kenan Yıldız a fazer a diferença. Com o golo de Aktürkoğlu a surgir logo nos primeiros minutos da segunda etapa, os turcos recuaram de forma organizada e passaram a gerir com astúcia experiente a vantagem conquistada. Vincenzo Montella, seleccionador de dupla nacionalidade italiana e turca, foi visto a dar instruções cuidadosas da linha lateral, prevenindo os seus pupilos para os perigos de um Kosovo ainda capaz de surpreender.

E o Kosovo respondeu. Com a pressão crescente das bancadas a empurrar, os kosovares avançaram as suas linhas e criaram alguns momentos de perigo. Edon Zhegrova, versátil e imprevisível, arranjou espaço para rematar por duas vezes. Na melhor oportunidade dos donos da casa, Asllani recebeu numa posição privilegiada após passe magistral de Zhegrova, mas o guarda-redes Uğurcan Çakır respondeu com uma intervenção providencial que pode ser considerada a jogada do jogo. Nos últimos minutos, com seis de compensação anunciados pelo árbitro, o Kosovo atirou tudo para a frente, mas a muralha turca resistiu sem grandes sobressaltos.

Ficha Técnica — Kosovo 0 · 1 Turquia

53′Minuto do Golo

24Anos de Ausência Turca

3.ºMelhor Classif. Turca (2002)

A Geração que Devolveu a Turquia ao Topo

A Turquia que parte para os Estados Unidos, Canadá e México não é a de Rüştü Reçber e Hakan Şükür. É uma geração renovada, com talentos a brillhar nos maiores palcos europeus. Kenan Yıldız, de apenas 19 anos, é titular indiscutível na Juventus. Arda Güler, o prodígio do Real Madrid, foi decisivo na fase anterior ao fornecer a assistência que valeu o triunfo sobre a Roménia. No centro do terreno, Hakan Çalhanoğlu — capitão e metronome — impõe um ritmo paciente e inteligente que dá coerência a todo o sistema de Montella. É uma equipa com qualidade individual e colectiva para surpreender qualquer adversário no próximo Junho.

O Grupo D — com os Estados Unidos como anfitriões, a Austrália e o Paraguai — é exequível para os turcos. A estreia está marcada para dia 14 de Junho, diante dos australianos, no BC Place de Vancouver. Se em 2002 os turcos chegaram ao terceiro lugar ao bater o Brasil na disputa, desta vez a ambição não será menor.

Kosovo: Uma Derrota com a Cabeça Erguida

O Kosovo declarou a sua independência em 2008. Só foi admitido na FIFA e na UEFA em 2016. Em menos de uma década de futebol internacional organizado, chegou a uma final de repescagem mundialista. Perder diante da Turquia com este resultado não apaga a dimensão histórica do percurso. A eliminação frente à Eslováquia por 4-3 nas meias-finais tinha sido um hino à resiliência. Esta final confirmou que o Kosovo chegou para ficar — o próximo ciclo será, com toda a probabilidade, uma nova oportunidade de bater à porta de um Mundial.

Vedat Muriqi, o avançado que actua em Espanha, e Edon Zhegrova, o dribblador indomável do Lille, são os estandartes desta geração que tantas alegrias prometeu e que tantas mais há-de dar. A bandeira azul e amarela flamejou orgulhosa no Fadil Vokrri até ao apito final, numa despedida digna de uma nação que ainda está a escrever a sua história.








Grupo D — Copa do Mundo 2026
Selecção Classificação
🇺🇸 Estados Unidos Anfitriã
🇹🇷 Turquia Repescagem Europa
🇵🇾 Paraguai Eliminatórias CONMEBOL
🇦🇺 Austrália Eliminatórias AFC/OFC

O apito final do árbitro soou como um libelo de libertação para os 25 jogadores e equipa técnica turca que invadiram o relvado. Vincenzo Montella, de punho cerrado, deixou escapar a emoção contida durante 90 minutos de tensão. Do outro lado, os jogadores kosovares ficaram imóveis, como se o peso do momento não deixasse o corpo mover-se. O futebol, que é cruel por natureza, foi-o esta noite em Pristina — mas a história não se apaga assim tão facilmente.

Brighton derrota Liverpool e complica a corrida à Europa

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Num sábado de tarde em pleno Amex Stadium, o Brighton & Hove Albion protagonizou uma das maiores surpresas da ronda ao derrotar o Liverpool por dois golos a um, em partida válida pela vigésima nona jornada da Premier League. Com golos marcados aos catorze e cinquenta e seis minutos, os Seagulls controlaram os momentos decisivos do encontro e impuseram aos Reds mais uma derrota que ameaça definitivamente as ambições europeias da formação de Anfield.

Principais Momentos do Jogo

 

14′ GOLO — Brighton: Os anfitriões abrem o marcador e tomam conta do jogo nos minutos iniciais.

 

30′ GOLO — Liverpool: Os Reds restabelecem a igualdade antes do intervalo e mantêm a esperança de viragem.

 

45′ Cartões amarelos para ambas as equipas nos descontos da primeira parte. Tensão à flor da pele no Amex.

 

56′ GOLO — Brighton: O golo decisivo chega cedo na segunda parte e o Amex Stadium explode em euforia.

Uma Entrada Fulminante dos Anfitriões

O Brighton entrou em campo com determinação e sem qualquer complexo perante um adversário de renome. Logo aos catorze minutos, os donos da casa abriram o marcador num contexto em que a presença de Kaoru Mitoma, Georginio Rutter e Danny Welbeck causava sérias dificuldades à defesa dos Reds. A equipa comandada pelo seu técnico mostrou uma organização táctica cirúrgica e uma pressão alta que impediu o Liverpool de desenvolver o futebol fluído e associativo que tanto o caracteriza.

O conjunto de Anfield, apesar de deter cinquenta e três por cento da posse de bola ao longo do encontro, revelou dificuldades evidentes na criação de situações de golo de mérito. Figuras como Florian Wirtz, Ryan Gravenberch e Virgil van Dijk tentaram impor a sua qualidade individual, mas encontraram um Brighton muito bem organizado defensivamente, com Lewis Dunk a liderar uma linha defensiva praticamente intransponível.

«OAmex foi hoje uma fortaleza. Entrámos concentrados, soubemos sofrer e merecemos os três pontos.»

— Análise pós-jogo do Brighton & Hove Albion

Liverpool Empata, Brighton Responde

O Liverpool conseguiu o empate aos trinta minutos, ainda antes do intervalo, numa jogada que reacendeu as esperanças de uma remontada. A segunda parte começou com os Reds a pressionar em busca do segundo golo, mas foi o Brighton a deitar por terra qualquer esperança de vitória dos visitantes: aos cinquenta e seis minutos, os Seagulls voltaram a marcar e estabeleceram o resultado final de dois a um.

A partir desse momento, o jogo entrou numa fase de grande crispação, com ambas as equipas a somarem cinco cartões amarelos cada. O Liverpool tentou reagir com alterações tácticas e aproveitou as lesões para remodelar o meio-campo, mas a equipa anfitriã soube gerir a vantagem com maturidade e frieza. No final, os dezasseis remates do Brighton — seis enquadrados com a baliza — contra apenas onze do Liverpool falam por si.

Consequências na Tabela

Com este resultado, o Brighton ascende ao décimo lugar da classificação com quarenta e três pontos, numa posição confortável a meio da tabela. Já o Liverpool, agora no quinto lugar com quarenta e nove pontos, vê aumentar a distância em relação ao Arsenal, líder isolado com setenta pontos. A formação de Merseyside terá de reagir rapidamente se pretender salvar a época e assegurar um lugar nas competições europeias da próxima temporada.

Para o Brighton, a vitória representa uma injecção de confiança numa temporada pautada pela irregularidade. Prova, uma vez mais, que o Amex Stadium é uma casa incómoda para qualquer adversário da Premier League — independentemente do seu estatuto ou do seu currículo.

Puche entra do banco e acaba com o sonho do Moreirense numa tarde de impotência em Moreira de Cónegos

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Em Moreira de Cónegos, onde os adeptos dos cónegos esperavam ansiosamente o fim de uma série negativa que já durava há quatro jornadas, o Arouca chegou, sofreu, resistiu e, no momento certo, fez o que os anfitriões não conseguiram: marcou. O golo de Puche, aos 67 minutos, bastou para que os lobos de Arouca regressassem à vitória após três derrotas consecutivas, deixando o Moreirense afundado numa crise de resultados que começa a pesar nos ombros de toda a estrutura verde dos cónegos.

FC AROUCA — 0–1

Puche · Avançado · Suplente

Lançado durante o segundo tempo como carta trunfo por Vasco Seabra, o avançado espanhol não precisou de muito tempo para se afirmar decisivo. Uma jogada rápida na área, um remate ajustado — e o silêncio das bancadas de Moreira de Cónegos disse tudo. O homem que entrou do banco ganhou o jogo.

PRIMEIRA PARTE: AROUCA LIGEIRAMENTE MELHOR, CÓNEGOS A TENTAR

O jogo arrancou com o Moreirense a rematar logo aos 15 segundos — Stjepanovic testou Arruabarrena de imediato — num sinal de que os cónegos queriam apagar rapidamente o mau momento. No entanto, foi o Arouca quem gradualmente tomou conta do encontro na primeira parte. A equipa de Vasco Seabra, apesar das baixas de peso de Alfonso Trezza e Iván Barbero — ambos indisponíveis por castigo — criou mais situações de perigo junto à baliza de André Ferreira, com Hyunju e Djouahra a ameaçarem em vários momentos.

Num dos momentos mais insólitos da partida, Tiago Esgaio — de regresso ao onze inicial dos cónegos neste encontro — falhou de forma quase inacreditável um livre com a baliza escancarada, mandando a bola muito por cima. O Moreirense, apesar de dominar o jogo por fases com Francisco Domingues e Nile John a animarem o lado esquerdo, não conseguiu traduzir a pressão em remates verdadeiramente perigosos. O intervalo chegou com o 0–0 que, ao contrário do que seria desejável para os anfitriões, não tranquilizava ninguém.

CRONOLOGIA DO ENCONTRO

 

0′Arranque fulminante — Moreirense. Stjepanovic remata logo ao primeiro segundo de jogo, mas Arruabarrena segura com tranquilidade.

 

33′Cartão Amarelo — Moreirense. Maracás comete uma falta dura sobre Gozálbez e vê o amarelo. O Arouca fica em boa posição para explorar bolas paradas.

 

45′Intervalo — 0–0. Bom espectáculo de futebol na primeira parte. Arouca ligeiramente melhor, mas sem golos. Cónegos a reagir.

 

60′Substituições — Arouca. Vasco Seabra lança Puche e Brian Mansilla para alterar o jogo no sector ofensivo. Decisão que vai revelar-se decisiva.

 

67′GOLO — Arouca (0–1). Puche, acabado de entrar, dá vantagem ao Arouca. Silêncio nas bancadas de Moreira de Cónegos.

 

75’+Alterações desesperadas — Moreirense. Vasco Botelho da Costa faz várias mexidas para procurar o empate. Kevyn Souza, Rodrigo Alonso e Landerson entram.

 

90′Apito final — 0–1. O Arouca resiste e conquista três pontos preciosos. Moreirense soma o quinto jogo consecutivo sem vitória.

Num jogo de poucas oportunidades, bastou um momento de génio de um suplente para separar as duas equipas.

— Análise pós-jogo · Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas

O MOREIRENSE E A CRISE QUE TARDA EM ACABAR

Cinco jogos sem vencer: três derrotas e dois empates. Este é o balanço recente de um Moreirense que, no início da temporada, se apresentava como uma das revelações da Liga Portugal, e que agora luta para não cair da zona europeia. Com trinta e cinco pontos e o oitavo lugar assegurado por ora, os cónegos estão a apenas três pontos do Vitória de Guimarães, que visita o Benfica neste mesmo sábado. A pressão sobre Vasco Botelho da Costa aumenta de semana para semana, e a equipa parece ter perdido a solidez defensiva que a caracterizou na primeira volta da competição.

📉MOREIRENSE — SÉRIE NEGATIVA

Cinco jogos consecutivos sem vencer: Sporting (0–3), Casa Pia (1–1), Nacional (1–1), FC Porto (0–3) e agora Arouca (0–1). A equipa dos cónegos não vence desde… e o calendário que se avizinha não promete facilidades, com encontros frente a adversários directos na luta pelos lugares europeus.

AROUCA RESPIRA COM VITÓRIA IMPORTANTE

Para o Arouca, a vitória chega como oxigénio puro após um período difícil marcado por três derrotas consecutivas frente ao FC Porto, Famalicão e Benfica. Com vinte e nove pontos, os lobos arouquenses sobem ao décimo primeiro lugar da tabela, em igualdade com o Alverca mas com menos um jogo disputado. Vasco Seabra pode estar satisfeito com a resposta da sua equipa, que demonstrou carácter ao ganhar sem as suas principais referências ofensivas e com um suplente a fazer a diferença.

José Fontán, o melhor assistente do clube com três assistências no campeonato, foi um dos mais influentes em campo, enquanto Puche — lançado no segundo tempo — confirmou a sua capacidade para decidir quando é chamado. A vitória em Moreira de Cónegos pode ser um ponto de viragem numa segunda metade de temporada que pede mais consistência aos arouquenses.

Napoli impõe-se desde o primeiro minuto em Cagliari

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Às 19h45 desta sexta-feira, o apito inicial do árbitro no Unipol Domus não tinha ainda ecoado pelo estádio quando o SSC Napoli já dava o primeiro sinal do que seria a noite: um golo ao segundo minuto, assinado num contra-ataque de precisão cirúrgica, que hipotecou o jogo antes sequer de o Cagliari ter pisado o terreno de forma séria. Durante 88 longos minutos, os rossoblù sardos tentaram encontrar o empate com os meios que tinham — 28% de posse de bola, 8 remates, duas oportunidades reais — mas o Napoli de Kevin De Bruyne, Rasmus Højlund e Romelu Lukaku era demasiado para este Cagliari.

⚡ Recorde da noite

Golo ao minuto 2′ — o Napoli marcou antes de o jogo existir.

Apenas 120 segundos para sentenciar 90 minutos de futebol

Raramente um golo tão precoce define tão claramente o destino de um jogo. O Napoli saiu a pressionar alto desde o primeiro segundo, recuperou a bola no meio-campo adversário e, com apenas três passes certeiros, Rasmus Højlund finalizou para o 0–1. O estádio ainda se aquecia; os adeptos do Cagliari ainda procuravam os seus lugares nas bancadas.

Para o Cagliari, o pior pesadelo materializado cedo demais. Para o Napoli, a confirmação de que este é um conjunto capaz de vencer sem sequer necessitar de um período de adaptação. Kevin De Bruyne, no papel de arquitecto, foi o responsável pela pressão inicial que desencadeou o lance — mais um capítulo numa temporada de gala do médio belga em Nápoles.

A reação do Cagliari foi de coragem, mas os números não mentem: 28% de posse de bola é o número de uma equipa acossada, encostada ao seu próprio meio-campo, a defender com dez homens em bloco baixo. Leonardo Pavoletti, lançado no ataque, batalhou sozinho contra a sólida dupla de centrais do Napoli — Buongiorno e Beukema — sem nunca conseguir a finalização que o público esperava.

Alessandro Deiola e Luca Mazzitelli trabalharam arduamente no meio-campo para cortar as linhas de passe do Napoli, mas De Bruyne, Lobotka e McTominay circulavam a bola com uma facilidade que tornava esse esforço inglório. Ao todo, os sardos concretizaram apenas 2 remates enquadrados em 90 minutos — insuficientes para ameaçar Milinkovic-Savic.

O cartão amarelo sofrido pelo Cagliari aos 35 minutos e o segundo nos descontos do jogo são o retrato da frustração crescente de uma equipa que nunca conseguiu impor-se minimamente ao adversário.

2′ ⚽ Golo-SSC Napoli

0–1 — O Napoli marca antes do jogo existir. Contra-ataque fulminante, Højlund finaliza com frieza. Cagliari apanhado completamente desprevenido.

 

17′ 🟨 Amarelo-SSC Napoli

Cartão amarelo para os napolitanos — falta sobre Deiola a meio-campo enquanto o Cagliari tentava a primeira saída limpa.

 

35′ 🟨 Amarelo-Cagliari

Amarelo para os sardos — frustração crescente de uma equipa a tentar travar o jogo de circulação do Napoli por meios pouco ortodoxos.

 

55′ 🔄 Sub-SSC Napoli

Primeira alteração do Napoli — gestão de esforço com o resultado controlado. Lukaku entra para substituir Højlund.

 

65′ 🔄 Sub-Cagliari

O Cagliari tenta revitalizar o ataque — entrada de Colombo para dar uma segunda referência à frente.

 

69′ 🟨 Amarelo-SSC Napoli

Segundo cartão amarelo para os visitantes — o Napoli, confortável, começa a perder alguma concentração nos duelos individuais.

 

73′ 🔄Sub-Cagliari

Dupla substituição do Cagliari — desespero de um treinador que tenta tudo para encontrar o empate nos minutos finais.

 

90′ 🟨 Amarelo-Cagliari

Segundo amarelo para os sardos nos acréscimos — o apito final seria a única misericórdia para o Cagliari nesta noite.

Um golo ao minuto dois, 72% de posse de bola,
e uma tranquilidade soberana que separou
estas duas equipas como um abismo.

· Serie A · 20 de Março de 2026


Cagliari Calcio:

Alen Sherri-GR

Gabriele Zappa-DEF

Agustín Albarracín-DEF

Othniel Raterink-MED

Alessandro Deiola-MED

Luca Mazzitelli-MED

Michel Adopo-MED

Joseph Liteta-MED

Semih Kılıçsoy-AVA

Paul Mendy-AVA

Leonardo Pavoletti-AVA

 

SSC Napoli:

Vanja Milinkovic-Savic-GR

Alessandro Buongiorno-DEF

Sam Beukema-DEF

Mathias Olivera-DEF

Miguel Gutierrez-DEF

Kevin De Bruyne-MED

Stanislav Lobotka-MED

Scott McTominay-MED

Billy Gilmour-MED

Matteo Politano-AVA

Rasmus Højlund-AVA

O Napoli venceu com a autoridade de um grande. Controlar o jogo com 72% de posse, marcar ao minuto 2 e nunca perder o fio condutor são sinais inequívocos de uma equipa construída para ganhar o campeonato. A presença de nomes como De Bruyne, Lukaku e McTominay num mesmo onze coloca o Napoli numa dimensão diferente da maioria dos adversários na Serie A.

SSC Napoli

Uma vitória clínica que consolida a liderança ou posição cimeira na Serie A. Com o plantel mais completo do campeonato e De Bruyne em forma de gala, o Napoli é o favorito natural ao título. Este jogo foi mais uma demonstração de força.

Cagliari Calcio

A derrota dói, mas o contexto importa: receber o Napoli em casa, com apenas 28% de posse de bola, ilustra a diferença de qualidade entre os dois plantéis. O Cagliari luta agora para garantir a permanência e deve olhar para os jogos acessíveis que aí vêm.

Atlético de Madrid elimina o Tottenham com um agregado de 7–5 numa eliminatória de dez golos

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Poucas eliminatórias desta edição da Liga dos Campeões foram tão ricas em golos, emoção e narrativa como o encontro entre o Tottenham Hotspur e o Atlético de Madrid. Dez golos em dois jogos, uma primeira mão de brutalidade colchonera no Wanda Metropolitano — onde o Atlético goleou por 5–2 com três golos marcados em nove minutos — e uma segunda mão em Londres que o Tottenham ganhou por 3–2, com golo nos descontos, mas que não chegou para evitar a eliminação. O Atlético de Diego Simeone avança para os quartos de final com um agregado de 7–5 e a convicção de que o seu estilo de futebol ainda assusta na Europa.

Para o Tottenham, a eliminação deixa um sabor agridoce. Os spurs somaram cinco golos ao longo da eliminatória — um número que, em circunstâncias normais, poderia ser suficiente para passar —, mas a catástrofe defensiva da primeira mão em Madrid tornou qualquer remontada matematicamente impossível. A segunda mão foi corajosa, intensa e emocionante, mas o dano já estava feito.

«Três golos em nove minutos. O Atlético destruiu o Tottenham na primeira mão com uma intensidade que nenhuma equipa poderia resistir.»

Análise da Primeira Mão

— Primeira Mão

Wanda Metropolitano, 10 de Março — Atlético 5–2 Tottenham

A primeira mão, disputada no Wanda Metropolitano a 10 de Março, foi uma noite de pesadelo para o Tottenham Hotspur. O Atlético de Madrid entrou em campo com uma agressividade e uma velocidade de transição que desarmou completamente a equipa londrina desde os primeiros minutos. Ao minuto 6, Julian Álvarez abriu o marcador com a qualidade que o tornou num dos melhores avançados do planeta. Ao minuto 14, o segundo golo chegou antes de o Tottenham ter tido tempo de recuperar. Ao minuto 15, apenas 60 segundos depois, o terceiro — um duplo golpe que deixou os spurs em estado de choque e o Wanda Metropolitano em erupção.

Três golos em nove minutos. O Tottenham, incapaz de travar a fúria colchonera, viu ao minuto 22 o marcador chegar a 4–0, tornando a eliminatória praticamente decidida antes de meia hora de jogo ter sido disputada. Os spurs conseguiram reduzir ao minuto 26, num sinal de que não capitulariam sem lutar, mas ao minuto 55 o Atlético marcou o quinto para fechar qualquer possibilidade de reviravolta. O golo dos ingleses ao minuto 76 apenas reduziu a goleada para um 5–2 que não reflectia a dimensão do domínio madrileno.

Antoine Griezmann, em grande plano, foi o arquitecto desta exibição. O internacional francês distribuiu assistências com a elegância que sempre o distinguiu e confirmou que, mesmo a esta fase da carreira, continua a ser um jogador decisivo nas noites que contam. Lookman, a contratação nigeriana que tem surpreendido toda a Europa, também deixou a sua marca numa primeira mão que entrou nos livros de história do clube espanhol.

— Segunda Mão

Londres, 18 de Março — Tottenham 3–2 Atlético

A segunda mão, disputada no Tottenham Hotspur Stadium a 18 de Março, foi uma partida de carácter completamente diferente. Com uma desvantagem de 2–5 no agregado, o Tottenham precisava de vencer por quatro golos sem sofrer nenhum — uma missão teoricamente impossível, mas que não impediu a equipa de Ange Postecoglou de jogar com tudo o que tinha. O estádio recebeu a equipa como se a passagem fosse ainda possível, e os spurs corresponderam com uma exibição de orgulho e determinação.

O primeiro golo do Tottenham chegou ao minuto 30, alimentando brevemente os sonhos de uma reviravolta histórica. O Atlético, porém, respondeu logo no início do segundo tempo, ao minuto 47, com um golo de contra-ataque que recolocou os colchoneros no controlo do jogo e lembrou ao Tottenham a dimensão da tarefa que tinha pela frente. Ao minuto 52, os spurs voltaram a marcar — 2–1 — e a pressão sobre a baliza do Atlético intensificou-se.

O jogo entrou numa fase de enorme tensão e calor. Três cartões amarelos seguidos entre os minutos 56 e 58 — dois para o Tottenham e um para o Atlético — ilustraram o fio da navalha sobre o qual a partida se desenrolava. O Atlético igualou ao minuto 75, tornando o marcador 2–2 e reduzindo matematicamente as possibilidades dos spurs a quase zero no agregado. Nos descontos, ao minuto 90, o Tottenham marcou o golo do 3–2 em mais um momento de pura bravura londrina — mas a tarde tinha terminado antes de começar, e os quatro cartões amarelos somados pelos spurs ao longo da noite foram o retrato de uma equipa que deixou tudo em campo sem que isso fosse suficiente.

«O Tottenham ganhou a segunda mão 3–2 e marcou cinco golos na eliminatória. Não chegou. Madrid é assim.

— Onzes Iniciais

Segunda mão — Londres, 18 de Março

  • Vicario, GuglielmoGuarda-redes
  • Porro, PedroDefesa
  • Romero, CristianDefesa
  • Van de Ven, MickyDefesa
  • Udogie, DestinyDefesa
  • Sarr, Pape MatarMédio
  • Gallagher, ConorMédio
  • Bergvall, LucasMédio
  • Simons, XaviAvançado
  • Kolo Muani, RandalAvançado
  • Kyerematen, RioExtremo

  • De Luis, MarioGuarda-redes
  • Molina, NahuelDefesa
  • Hancko, DavidDefesa
  • Lenglet, ClémentDefesa
  • Pubill, MarcDefesa
  • Cardoso, JohnnyMédio
  • Llorente, MarcosMédio
  • Griezmann, AntoineMédio
  • Simeone, GiulianoExtremo
  • Lookman, AdemolaExtremo
  • Álvarez, JulianAvançado

Resultado Agregado · Oitavos de Final

Atlético Madrid 7 — 5 Tottenham

Atlético de Madrid qualifica-se para os quartos de final da UEFA Champions League 2025/26

1.ª Mão: Atlético 5–2 Tottenham · 2.ª Mão: Tottenham 3–2 Atlético

— Análise

O Atlético de Simeone: fúria, organização e golos a tempo certo

O Atlético de Madrid de Diego Simeone voltou a confirmar que o seu modelo de jogo — intensidade máxima, agressividade controlada, transições letais — continua a ser uma das propostas mais eficazes do futebol europeu. A primeira mão no Wanda Metropolitano foi uma demonstração de força crua: quatro golos em 22 minutos revelaram uma equipa capaz de destruir qualquer adversário nos seus momentos de maior intensidade. Julian Álvarez, Lookman e Giuliano Simeone — o filho do treinador, em crescimento constante — formaram um trio ofensivo que o Tottenham simplesmente não conseguiu travar.

A segunda mão revelou também a outra face do Atlético: a capacidade de gerir uma vantagem confortável sem entrar em pânico perante a pressão adversária. Mesmo com o Tottenham a marcar três golos, os colchoneros nunca perderam o controlo emocional da eliminatória, e o golo ao minuto 75 que fez o 2–2 na partida foi o penúltimo prego no caixão das esperanças londrina.

Para o Tottenham, a nota positiva é o desempenho de Xavi Simons — emprestado pelo Paris Saint-Germain —, que foi o jogador mais criativo dos spurs ao longo dos dois jogos. Conor Gallagher e Lucas Bergvall formaram também uma dupla de médios com qualidade, mas a exposição defensiva na primeira mão foi simplesmente demasiada para ser corrigida numa única partida.

— Próximos PassosAtlético nos quartos: duelo ibérico com o Barcelona em Abril

O Atlético de Madrid regressa aos quartos de final com a autoridade de quem nunca duvidou da qualidade desta equipa. Nos quartos, os colchoneros defrontarão o FC Barcelona — que eliminou o Newcastle United com uma goleada de 7–2 —, num clássico dérbi espanhol que promete ser uma das mais apaixonadas eliminatórias desta fase da competição. A primeira mão está marcada para 8 de Abril, no Camp Nou, com a segunda a 15 de Abril no Wanda Metropolitano. A rivalidade histórica entre os dois grandes clubes de Espanha terá o palco europeu que merece.

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Tottenham Hotspur 3–2 Atlético de Madrid · Tottenham Hotspur Stadium · 18 de Março de 2026 · UEFA Champions League, Oitavos de Final, 2.ª Mão · Agregado: 5–7

Betis vira eliminatória com goleada histórica e despacha Panathinaikos com autoridade

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O Real Betis anulou a desvantagem de um golo da primeira mão e eliminou o Panathinaikos de Rafael Benítez com uma goleada por 4–0 na Cartuja, alcançando os quartos-de-final da Liga Europa de forma categórica e impressionante.

 

Liga Europa UEFA · Oitavos de Final · 2.ª Mão

Real Betis 4 – 0 Panathinaikos

 

Resultado Final

 

Agg: 4–1 · Betis Qualificado








Min. Marcador Equipa Assistência
8′ Aitor Ruibal Real Betis Ressalto após remate de Cucho Hernández
?’ Juan Camilo «Cucho» Hernández Real Betis
?’ Antony Real Betis
~45’+ Sofyan Amrabat Real Betis Remate improvável da área própria

🟥🟨 Disciplina

  •  Vicente Taborda (Panathinaikos) — Amarelo, 19′
  •  Anass Zaroury (Real Betis) — 2.º Amarelo / Vermelho, 1.ª mão
  •  Diego Llorente (Real Betis) — Vermelho / Grande Penalidade concedida, 1.ª mão

Sevilha transformou-se esta quinta-feira à noite num palco de ressurreição verde e branca. O Real Betis, que chegava à Cartuja com a pesada desvantagem de um golo sofrido na primeira mão em Atenas, respondeu com uma das exibições europeias mais completas da sua história recente, goleando o Panathinaikos por 4–0 e garantindo um lugar nos quartos-de-final da Liga Europa com uma autoridade que silenciou todas as dúvidas.

O contexto era adverso para os andaluzes de Manuel Pellegrini. Na semana anterior, em Atenas, o Panathinaikos — treinado pelo veterano Rafael Benítez — tinha conquistado uma vitória por 1–0 graças a um penálti tardio convertido por Vicente Taborda no minuto 88, na sequência de uma expulsão polémica de Diego Llorente. O ambiente no Estadio de la Cartuja, emprestado pela selecção espanhola enquanto o Benito Villamarín passa por obras de renovação, prometia pressão máxima sobre um Betis que acumulava já cinco jogos sem vencer em todas as competições.

«Esta equipa sabe sofrer e sabe lutar. Hoje mostrámos ao mundo inteiro o que é o Real Betis quando acredita em si próprio.»— Manuel Pellegrini, treinador do Real Betis

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O início foi um furacão verdiblanco. Ao terceiro minuto, Ez Abde já tinha isolado Juan Camilo «Cucho» Hernández com um passe rasante — o colombiano cabeceou mas errou o alvo. A promessa estava lançada. Cinco minutos depois, ao oitavo minuto, chegou o golo que valeu o empate no agregado e acendeu definitivamente a Cartuja: Cucho Hernández rematou com potência, a bola ressaltou no poste e Aitor Ruibal, incansável no flanco direito durante toda a época, estava no sítio certo para empurrar para a baliza de Alban Lafont. O guardião francês, emprestado pelo Nantes, não tinha qualquer hipótese de reacção.

Pellegrini tinha seleccionado uma equipa ofensiva, confiando em Pablo Fornals para distribuir jogo no centro e em Antony — o ex-avançado do Manchester United, em renasce pleno nesta temporada em Sevilha — para criar desequilíbrios pela esquerda. O Panathinaikos, que chegou a Espanha esperando anular as investidas do adversário com um bloco compacto assente numa estrutura defensiva de três centrais, viu os seus planos ser sistematicamente desmontados pela mobilidade e velocidade dos atacantes béticos.

O segundo golo, assinado por Cucho Hernández, foi o que selou definitivamente a reviravolta no cômputo global. O internacional colombiano, cedido pelo Columbus Crew, tem sido uma das revelações desta campanha europeia de Betis, e correspondeu mais uma vez com uma finalização de alta qualidade dentro da área grega. O Panathinaikos, que cometera o erro de não criar volume ofensivo suficiente para ameaçar Rui Silva — o guardião português dos andaluzes — pagou caro pela passividade.

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O golo mais improvável da noite coube a Sofyan Amrabat. O médio marroquino, titular em detrimento de Marc Roca, decidiu tentar a sorte com um remate de fora de área — praticamente desde a linha do meio-campo — e a bola sofreu um ressalto bizarro no relvado antes de entrar pela baliza de Lafont. Foi o terceiro golo antes do intervalo, transformando uma primeira parte que já tinha sido dominante numa actuação de antologia para os arquivos do clube.

«Não esperávamos este início. Perdemos a organização muito cedo e o Betis foi implacável. Parabéns a eles — foram superiores esta noite.»— Rafael Benítez, treinador do Panathinaikos

Na segunda parte, Manuel Pellegrini rodou o plantel sem alterar o ritmo ou a intensidade. Antony, que ao longo da época tem frequentemente mostrado a sua qualidade técnica individual na Liga Europa, fechou a contagem com um golo que coroou uma exibição pessoal de luxo. O ex-Ajax e ex-United, que nunca conseguiu impor-se em Inglaterra, parece ter encontrado no calor de Sevilha o ambiente propício para voltar a ser o jogador que encantou a Europa pela última vez com a camisola do Ajax.

O Panathinaikos, que havia chegado aos oitavos-de-final de forma heroica — eliminando o Viktoria Plzeň após dois empates e uma série de penáltis ganha por 4–3 —, despede-se da Liga Europa sem conseguir replicar a solidez defensiva mostrada em Atenas. A equipa de Benítez terminou o jogo com várias faltas e cartões, sinal da frustração crescente de uma equipa que viu o seu sonho europeu ser varrido em 90 minutos de futebol português, espanhol e marroquino de enorme qualidade.

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O Real Betis aguarda agora o adversário dos quartos-de-final, uma fase da competição que os verdes-e-brancos de Sevilha não alcançavam há vários anos. Para Pellegrini, o arquitecto deste triunfo europeu, é mais uma prova de que o clube tem plantão e carácter suficientes para competir nas fases mais avançadas da Liga Europa — onde apenas os melhores sobrevivem. A Cartuja rugiu de orgulho e Sevilha voltou a ter um sonho europeu a que se agarrar.

Ficha Técnica

  • Competição:Liga Europa UEFA 2025/26 — Oitavos de Final (2.ª Mão)
  • Data:19 de Março de 2026
  • Local:Estadio de la Cartuja, Sevilha, Espanha
  • Resultado:Real Betis 4–0 Panathinaikos
  • Agregado:4–1 (Real Betis qualificado)
  • Árbitro:Tobias Stieler (Alemanha)
  • Espectadores:~70.000 (capacidade total da Cartuja)
  • Próxima fase:A definir — Quartos-de-Final

XI Inicial — Real Betis (4-2-3-1)

  • GR:Rui Silva
  • Defesa:Hèctor Bellerín, Germán Pezzella, Natan, Abner Miranda
  • Médio:Sofyan Amrabat, Giovani Lo Celso
  • Ataque:Antony, Pablo Fornals, Ez Abde (Ezzalzouli)
  • Avançado:Juan Camilo «Cucho» Hernández
  • Treinador:Manuel Pellegrini

XI Inicial — Panathinaikos (4-2-3-1)

  • GR:Alban Lafont
  • Defesa:Christos Katris, Sverrir Ingason, Touba, Mładenović
  • Médio:Renato Sanches, Adam Gnezda Čerin
  • Ataque:Facundo Pellistri, Vicente Taborda, Georgios Kyriakopoulos
  • Avançado:Andrews Tetteh
  • Treinador:Rafael Benítez

Dragão ruge e Porto elimina Stuttgart para voar aos quartos-de-final da Liga Europa

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O FC Porto despachou o VfB Stuttgart por 2–0 no Estádio do Dragão, confirmando uma qualificação tranquila para os quartos-de-final da Liga Europa com um agregado de 4–1. William Gomes e Borja Sainz foram os protagonistas de uma noite azul e branca que ficará na memória dos adeptos portistas.

 

Liga Europa UEFA · Oitavos de Final · 2.ª Mão

 

FC Porto 2 – 0 VfB Stuttgart

Resultado Final

Agg: 4–1 · Porto Qualificado

⚽ Primeira mão (12 Mar, Stuttgart): 

VfB Stuttgart 1–2 FC Porto  |  Golos: Terem Moffi, Rodrigo Mora (Porto) · Deniz Undav (Stuttgart)






Min. Marcador Equipa Assistência / Nota
21′ William Gomes FC Porto Primeiro golo da noite
2.ª P. Borja Sainz FC Porto Fechou a eliminatória

🟥🟨 Disciplina e Incidentes

  •  Pablo Rosario (FC Porto) — Amarelo, 6′
  •  Nikolas Nartey (VfB Stuttgart) — Vermelho (2.º amarelo), 2.ª parte

ODragão voltou a ser fortaleza intransponível esta quinta-feira à noite. O FC Porto recebeu o VfB Stuttgart com a vantagem de um golo do cômputo global e não deu qualquer margem de dúvida — goleou os alemães por 2–0, alcançou um agregado de 4–1 e qualificou-se para os quartos-de-final da Liga Europa com uma autoridade que poucos esperavam de uma equipa que ainda procura a sua melhor forma nesta temporada doméstica. Em frente a um Dragão esgotado e ensandecido, Francesco Farioli viu os seus jogadores responder à altura do momento.

O contexto antes do apito inicial era de relativa tranquilidade para os portistas. Na primeira mão, disputada em Estugarda a 12 de Março, o Porto surpreendeu o adversário com um início fulminante: Terem Moffi abriu o marcador e Rodrigo Mora ampliou numa explosão de sete minutos antes da meia hora de jogo. Deniz Undav, o artilheiro alemão, reduziu aos 40 minutos numa tentativa de reacção que acabou por ser insuficiente. O Porto regressou a Portugal com uma vantagem de 2–1 e a missão estava bem encaminhada — faltava confirmá-la em casa.

«A força desta equipa está no plantel. Tenho total confiança em todos os jogadores. Quero frescura nas pernas e na cabeça. Cada um tem o seu papel e pode jogar.»— Francesco Farioli, treinador do FC Porto

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O início do jogo no Dragão trouxe um aviso alemão: logo ao primeiro minuto, Angelo Stiller encontrou Jeff Chabot com uma bola alta, o defesa cabeceou com intenção e obrigou Diogo Costa a uma defesa importante. Era a confirmação de que o Stuttgart não vinha a Portugal resignado — a desvantagem de um golo era recuperável e a equipa de Sebastian Hoeneß apresentou-se ambiciosa desde o apito inicial. Chris Führich, um dos mais perigosos da visita, ameaçou novamente aos 7 minutos com um remate à esquerda que o guardião internacional português voltou a travar com segurança.

O primeiro cartão amarelo da noite pertenceu ao Porto: Pablo Rosario cometeu uma falta dura sobre Bilal El Khannouss aos 6 minutos e ficou imediatamente condicionado pelo árbitro alemão Anthony Taylor. O médio holandês, peça fundamental no mecanismo de Farioli, teve de gerir o restante jogo com maior prudência, sabendo que uma segunda infracção o eliminaria do encontro.

Apesar do domínio inicial do Stuttgart, foi o Porto a abrir a contagem. Aos 21 minutos, William Gomes — extremo que tem sido um dos mais consistentes desta campanha europeia, acumulando três golos na competição — encontrou espaço para rematar e inaugurar o marcador. O golo do jovem avançado azul e branco foi o suficiente para transformar a atmosfera no Dragão: o estádio inflamou-se e o Stuttgart viu a missão tornar-se subitamente quase impossível, já que agora precisaria de marcar três golos sem sofrer mais nenhum para se qualificar.

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O intervalo confirmou o domínio portista: 1–0 no marcador, 3–1 no agregado, e um Stuttgart incapaz de criar perigo real junto da baliza de Diogo Costa. No segundo tempo, Farioli fez entrar Victor Froholdt no lugar de Rodrigo Mora — sinal de gestão e não de preocupação —, enquanto Sebastian Hoeneß tentou recalibrar a equipa alemã com as substituições de Führich, Undav e Stiller. A entrada de Tiago Tomás, o jovem avançado português formado no Sporting, foi um dos momentos mais curiosos da noite: o ex-internacional sub-21 tentou criar pela direita mas viu a bola bater na defesa portista sem consequências.

A sentença definitiva foi imposta por Borja Sainz, o extremo espanhol cedido pelo Norwich City que tem sido uma das revelações mais agradáveis da temporada no Porto. O segundo golo fechou qualquer hipótese teórica de viagem alemã e transformou os últimos minutos numa festa azul e branca nas bancadas do Dragão.

«Começámos muito bem, tivemos boa energia, não criámos muito perigo, mas conseguimos alguns remates. Quando sofremos o golo, sentiu-se uma mudança no jogo. Não conseguimos manter a mesma energia a partir daí. O Porto foi superior.»— Sebastian Hoeneß, treinador do VfB Stuttgart

A expulsão de Nikolas Nartey — o defesa alemão que recebeu dois amarelos na segunda parte — foi o epílogo disciplinar de uma noite que nunca saiu do controlo portista. Com dez homens, o Stuttgart desceu ainda mais e limitou-se a tentar evitar o terceiro golo, sem qualquer ambição ofensiva. O árbitro Taylor apitou o fim e o Dragão festejou um resultado que faz do Porto um candidato a seguir com atenção nesta fase da prova.

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Para Francesco Farioli, a qualificação é mais um argumento para demonstrar que o projecto portista caminha com solidez apesar dos reveses domésticos — eliminado da Taça de Portugal pelo Sporting CP e longe da liderança isolada na Primeira Liga. Na Europa, os «Dragões» apresentam um registo de seis vitórias, dois empates e uma derrota em dez jogos, com Diogo Costa a somar quatro «cleansheets» na competição. O próximo adversário, saído do duelo entre o Real Betis e o Panathinaikos — que os espanhóis venceram por 4–0 —, será o Real Betis, numa eliminatória que promete confrontar duas filosofias ofensivas de enorme qualidade. O Porto viajará a Sevilha para a primeira mão com a confiança renovada de quem acabou de eliminar um clube da Bundesliga com um agregado impressionante de 4–1.

Ficha Técnica

  • Competição:Liga Europa UEFA 2025/26 — Oitavos de Final (2.ª Mão)
  • Data:19 de Março de 2026
  • Local:Estádio do Dragão, Porto, Portugal
  • Resultado:FC Porto 2–0 VfB Stuttgart
  • Agregado:4–1 (Porto qualificado)
  • Árbitro:Anthony Taylor (Inglaterra)
  • Próxima fase:Real Betis (Quartos-de-Final)

XI Inicial — FC Porto (4-3-3)

  • GR:Diogo Costa
  • Defesa:Zaidu Sanusi, Jan Bednarek, Thiago Silva, Alberto Costa
  • Médio:Seko Fofana, Pablo Rosario, Rodrigo Mora
  • Ataque:Borja Sainz, Terem Moffi, William Gomes
  • Treinador:Francesco Farioli

XI Inicial — VfB Stuttgart (4-2-3-1)

  • GR:Alexander Nübel
  • Defesa:Luca Jáquez, Jeff Chabot, Maximilian Mittelstädt, Ramon Hendriks
  • Médio:Atakan Karazor, Angelo Stiller
  • Ataque:Bilal El Khannouss, Chris Führich, Ermedin Demirović
  • Avançado:Deniz Undav
  • Treinador:Sebastian Hoeneß

Ausências de Relevo

  • FC Porto:Samu Omorodion (joelho — resto da época), Luuk de Jong (joelho — resto da época), Nehuén Pérez (tendão de Aquiles)
  • VfB Stuttgart:Lazar Jovanović (costas — desde Janeiro), Josha Vagnoman (coxa — dúvida)