Güler Assina, Kadioglu Conclui: a Turquia Está a Uma Vitória de Regressar ao Mundo Após 24 Anos

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Num jogo equilibrado e de poucas oportunidades, a mágica de Arda Güler num passe longo de enorme qualidade decidiu o destino da eliminatória. Kadioglu dominou e rematou na saída do guarda-redes romeno para selar o 1–0 que elimina a Roménia e coloca a Turquia na final da Chave C.

 

Vinte e quatro anos de espera pesam como uma eternidade no futebol turco. Desde o verão glorioso do Japão e da Coreia do Sul, onde a selecção de Şenol Güneş surpreendeu o mundo ao terminar em terceiro lugar, que a Turquia não disputa uma Copa do Mundo. Nesta quinta-feira, em Istambul, o sonho do regresso manteve-se vivo graças a um golo de Ferdi Kadioglu e, sobretudo, graças ao génio inclassificável de Arda Güler: uma vitória por 1–0 sobre a Roménia que garante o apuramento para a final da Chave C da repescagem europeia.

24 Anos sem disputar um Mundial

53′ Minuto do golo de Kadioglu

3.º Melhor resultado turco em 2002

D Grupo do vencedor (EUA, Par., Aus.)

Um Primeiro Tempo de Paciência e Domínio Sem Recompensa

O Tupraş Stadium, conhecido na era comercial como Vodafone Park, recebeu uma multidão fervorosa disposta a empurrar os seus até ao limite. E a Turquia correspondeu desde o início com uma postura dominante: mais posse de bola, mais presença no meio-campo adversário e, sobretudo, mais capacidade de criar situações de perigo — ainda que, na maioria das vezes, sem conseguir concretizar.

A melhor oportunidade do primeiro tempo pertenceu a Arda Güler. O criativo do Real Madrid, ladeado por Yilmaz do Galatasaray e por Kenan Yildiz da Juventus, foi uma das figuras mais influentes em campo. Aos 32 minutos, recebeu de Yildiz e rematou, mas por cima da trave. Hakan Çalhanoğlu também tentou a sua sorte através de uma falta directa que não inquietou Ionuț Radu.

Do lado romeno, a Roménia apostava em transições rápidas e chegou a assustar numa finalização de Ianis Hagi, filho da lenda romena Gheorghe Hagi, mas sem grande perigo real para o guarda-redes turco. Aos 32 minutos, um remate de Dragomir à trave foi cancelado por fora de jogo — um alerta que a selecção de Vincenzo Montella não tardou a responder com um crescente domínio.

Havia na bancada a consciência colectiva de que um erro poderia ser fatal. E foi exactamente nesse fio de navalha que ambas as selecções jogaram durante quarenta e cinco minutos interináveis.


— Crónica da partida · Repescagem Europeia 2026

O Passe de Génio que Mudou Tudo

O intervalo não alterou o guião, mas acelerou o desfecho. A Turquia voltou para a segunda parte com uma postura mais ofensiva e não demorou a abrir o marcador. Aos 53 minutos — sete minutos após o recomeço — aconteceu o momento que o Tupraş Stadium esperava: Arda Güler recebeu a bola no meio-campo, olhou para a frente e lançou Ferdi Kadioglu com um passe longo de precisão cirúrgica.

10

⭐ Figura do Jogo

Arda Güler — Real Madrid

O médio ofensivo turco de 19 anos foi o maestro da partida. Com uma visão de jogo excecional, foi responsável pelo passe decisivo que originou o único golo, manteve a equipa tranquila nos momentos de maior pressão e foi a figura que os adeptos turcos mais aplaudiram na noite de Istambul.

Kadioglu dominou a bola entre os defesas romenos e finalizou com precisão na saída do guarda-redes Ionuț Radu. O lateral-esquerdo do Brighton, habitualmente mais conhecido pelo seu trabalho defensivo, surgiu no lugar certo no momento certo. O estádio explodiu. Vinte e quatro anos de ausência começaram, naquele instante, a parecer um pouco menos longos.

A Roménia Bate na Trave — Literalmente

Longe de se resignar ao resultado, a Roménia tentou reagir e criou os seus momentos de perigo. Nicolae Stanciu acertou na trave após uma cobrança de canto aos 77 minutos, numa situação que gelou o estádio e relembrou que, no futebol, nada é definitivo antes do apito final. Mihaila também acertou no ferro da baliza anfitriã, em mais um momento de enorme tensão para os adeptos turcos.

Mas a Turquia soube administrar o resultado com posse de bola e com intervenções seguras do guarda-redes Ugurcan Çakir, que travou tudo o que lhe apareceu pela frente. A experiência e o sangue-frio dos jogadores de Montella, formados nas grandes ligas europeias, foi determinante para segurar os três pontos — e o passaporte para a final.

24 Anos de Saudade, Uma Final pela Frente

Quando o árbitro assinalou o fim do jogo, as bancadas do Tupraş Stadium transformaram-se numa onda de vermelho e branco. A Turquia garantiu a vaga na final da Chave C da repescagem europeia e aguarda o vencedor do confronto entre Eslováquia e Kosovo. Seja qual for o adversário, os turcos sairão a jogar fora de casa numa final única que vale o sonho há muito adiado.

O vencedor da final integrará o Grupo D da Copa do Mundo de 2026, ao lado dos Estados Unidos, do Paraguai e da Austrália. Para uma selecção turca que tem nos torneios internacionais uma história recente discreta — apesar de alguns momentos brilhantes no Euro 2024 — esta seria a oportunidade de voltar ao palco mais importante do futebol mundial. O último capítulo desta história será escrito a 30 de Março, com o mando a pertencer ao adversário ainda por definir.

Quanto à Roménia, a eliminação encerra uma tentativa de regresso ao Mundial que despertou esperança num país que viu as suas melhores gerações brilharem nos anos 90. Os romenos mostraram organização e lutaram até ao fim — Stanciu e Mihaila ficam com a consciência tranquila —, mas a qualidade individual turca, personificada no génio de Güler, acabou por fazer a diferença na noite de Istambul.

 

 

🇹🇷 Turquia

  • 1 Ugurcan Çakir
  • 2 Zeki Çelik
  • 4 Samet Akaydin
  • 5 Abdülkerim Bardakçi
  • 3 Ferdi Kadioglu ⚽
  • 8 Hakan Çalhanoğlu
  • 17 Salih Özcan
  • 14 Kaan Ayhan
  • 10 Arda Güler 🌟
  • 7 Kenan Yildiz
  • 9 Serdar Dursun

Seleccionador: Vincenzo Montella

🇷🇴 Roménia

  • 1 Ionuț Radu
  • 2 Andrei Rațiu
  • 5 Drăgușin
  • 6 Burca
  • 3 Bancu
  • 8 Marin
  • 14 Stanciu
  • 18 Dragomir
  • 10 Ianis Hagi
  • 11 Mihaila
  • 9 Pușcaș

Seleccionador: Mircea Lucescu

▶ Próximo Jogo

Turquia vs. Kosovo — Final da Chave C

30 de Março de 2026 · 21h00 (hora de Lisboa) · Fora de casa · Jogo único
A Turquia enfrentará o Kosovo, que eliminou a Eslováquia por 4–3, numa final de jogo único fora de casa. O vencedor integrará o Grupo D da Copa do Mundo 2026, ao lado dos Estados Unidos, do Paraguai e da Austrália.

Análise: Güler Eleva a Turquia, Mas a Final Será Ainda Mais Difícil

Vincenzo Montella construiu uma equipa sólida, de estrutura reconhecível e com jogadores de qualidade inegável nos corredores ofensivos. Arda Güler foi, uma vez mais, o elemento diferenciador — e é precisamente nessa dependência que reside o maior risco para a selecção turca. Quando o jovem do Real Madrid está em dia, a Turquia parece capaz de vencer qualquer adversário. Quando não está, a equipa perde criatividade e previsibilidade.

O Kosovo, vindo de uma vitória por 4–3 sobre a Eslováquia — uma batalha emocional e de enorme intensidade —, será um adversário diferente da Roménia. Mais caótico, mais imprevisível, com jogadores habituados à pressão dos grandes estádios europeus. A final será jogada em casa do Kosovo, o que retira à Turquia o factor que hoje foi decisivo: o apoio estrondoso das bancadas do Tupraş Stadium.

Mas o futebol, como a história ensina, não se joga em teoria. E a Turquia, com Güler a inspirar, com Çalhanoğlu a controlar e com Kadioglu a surpreender, tem argumentos suficientes para sonhar em escrever um novo capítulo glorioso na sua história mundialista — vinte e quatro anos depois do verão que ficou para sempre na memória de um povo.

Fim do Artigo

Gyökeres, o Carrasco de Trubin: Três Golos, Uma Noite Implacável e a Ucrânia Afastada do Mundo

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Oavançado do Arsenal — ex-Sporting — voltou a ser pesadelo para o guarda-redes do Benfica: um hat-trick soberbo em Valência que sentencia a Ucrânia e coloca a Suécia na final do Caminho B, onde aguarda a Polónia de Lewandowski.

 

Havia uma ironia quase cruel na composição desta partida. De um lado, Anatoliy Trubin — o jovem guarda-redes do Benfica que tão bem serviu os encarnados esta época — defendendo a baliza ucraniana com a consciência de que uma eliminação significava afastar a sua nação de uma Copa do Mundo num dos momentos mais dolorosos da sua história recente. Do outro, Viktor Gyökeres — o avançado que em dois anos ao serviço do Sporting marcou três golos ao próprio Trubin — prestes a repetir exactamente o mesmo número, desta feita com a camisola da Suécia. O futebol, quando escreve os seus libretos, não tem parcimónia.

🕊️

A Ucrânia disputou este jogo em terreno neutro — o Estádio Ciutat de Valência, em Espanha — uma vez que o país não recebe partidas internacionais desde a invasão russa em Fevereiro de 2022. Sem o apoio das bancadas de Kiev, a selecção de Serhiy Rebrov jogou longe de casa, num contexto que vai muito além do desportivo.

3 Golos de Gyökeres

6′ Primeiro golo — minuto

12 Part. Suécas em Mundiais

2018 Última presença sueca

Um Início Demolidor: Seis Minutos Bastaram

A Suécia entrou no jogo como se soubesse exactamente o que tinha de fazer. Sem hesitações, sem o nervosismo que marcou outras selecções nesta jornada de repescagem, os escandinavos instalaram-se no meio-campo adversário desde o apito inicial. Aos seis minutos — apenas seis —, Benjamin Nygren recebeu na esquerda, cruzou rasteiro para a área e Gyökeres empurrou para a baliza sem hipóteses para Trubin.

O golo cedo paradoxalmente complicou o plano sueco: a Ucrânia, forçada a reagir, assumiu maior posse de bola e tentou construir a partir de trás com Georgiy Sudakov a tentar ligar as linhas. A melhor oportunidade ucraniana do primeiro tempo surgiu curiosamente num desvio involuntário da própria defesa sueca a um cruzamento de Mykolenko — a bola passou muito perto da baliza de Nordfeldt, mas sem a direcção certa para representar perigo real. Por sua vez, Gudmundsson raspou na trave num remate cruzado que poderia ter aumentado ainda mais a vantagem antes do intervalo.

Uma exibição sublime de Viktor Gyökeres em Valência guiou a Suécia à vitória sobre a Ucrânia, com um hat-trick que deixou os ucranianos de fora do Mundial.


— UEFA, Resumo das meias-finais do play-off, 26 de Março de 2026

A Segunda Parte: Gyökeres Fecha o Caso

Se no primeiro tempo houve algum suspense sobre o desfecho, a segunda parte tratou de o dissipar rapidamente. Aos 51 minutos, numa jogada de grande eficácia colectiva, o guarda-redes Kristoffer Nordfeldt lançou longo após uma má abordagem de Zabarnyi. Gyökeres dominou dentro da área, cortou para o meio e rematou rasteiro ao canto, novamente sem qualquer hipótese para o guarda-redes do Benfica. O 2–0 era um veredicto severo mas justo.

17

⭐ Figura do Jogo · Hat-trick

Viktor Gyökeres — Arsenal FC

O avançado sueco de 26 anos, ex-Sporting CP, voltou a ser o pesadelo de Anatoliy Trubin — a quem já havia marcado três vezes durante a época em que os dois partilharam a liga portuguesa. Em Valência, repetiu o feito ao serviço da selecção: golo aos 6′, aos 51′ e penálti aos 71′. O melhor marcador do Arsenal em 2025/26 viveu, nas palavras da imprensa portuguesa, a sua ‘versão rolo-compressor’ mais avassaladora desde que deixou Alvalade.

O terceiro golo chegou aos 71 minutos e teve a assinatura inconfundível de um atacante que não perdoa. Gyökeres roubou a bola no meio-campo, avançou em velocidade em direcção à área e foi derrubado por Trubin numa saída precipitada do guarda-redes ucraniano. Penálti claro. O próprio avançado cobrou, rematou rasteiro para o canto direito — Trubin ainda tocou na bola, mas não o suficiente para a travar. Hat-trick concluído. 3–0. Jogo, set e partida.

Golos da Partida

⚽ 6′ — Suécia 1–0

Viktor Gyökeres (Assist: Nygren)

Cruzamento rasteiro de Nygren pela esquerda, Gyökeres empurra à boca da baliza

 

⚽ 51′ — Suécia 2–0

Viktor Gyökeres (Assist: Nordfeldt, guarda-redes)

Lançamento longo do guarda-redes; Gyökeres domina, corta para o meio e remata rasteiro ao canto

 

⚽ 71′ (pen.) — Suécia 3–0

Viktor Gyökeres — Hat-trick consumado

Trubin derruba Gyökeres na área; penálti convertido pelo próprio avançado, canto direito

 

⚽ 90′ — Suécia 3–1

Matvii Ponomarenko (Assist: Gutsulyak / Tsygankov)

Golo de honra na estreia pela selecção principal; cabeceamento após cruzamento da esquerda

Ponomarenko: A Única Nota Positiva Ucraniana

Aos 90 minutos, já com o resultado sentenciado, a Ucrânia teve pelo menos a consolação de ver um jovem talento estrear-se com um golo. Matvii Ponomarenko aproveitou um cruzamento vindo da esquerda após combinação entre Gutsulyak e Tsygankov e cabeceou para a baliza de Nordfeldt: 3–1. Era o mínimo que a honra ucraniana merecia numa noite difícil.

Sudakov — outro dos pilares do Benfica que esteve em campo — não conseguiu impor o seu jogo no meio-campo, sufocado pela organização defensiva sueca e pela intensidade que Gyökeres imprimiu ao jogo ofensivo adversário. Para Rebrov, a desilusão é grande: a Ucrânia tinha chegado a esta fase com a segunda melhor campanha do seu grupo nas eliminatórias, apenas atrás da França.

O ex-avançado do Sporting voltou a ser pesadelo para o guardião do Benfica, a quem havia marcado três vezes nos dois anos em que representou os verde e brancos — uma marca que igualou neste jogo ao serviço da selecção.


— A Bola, 26 de Março de 2026

Ligação Portuguesa ao Jogo

Não foram apenas Trubin e Sudakov do Benfica a marcar presença. Do lado sueco, Gustaf Lagerbielke — defesa-central do SC Braga — foi titular e cumpriu uma sólida exibição no centro da defesa escandinava. A arbitragem ficou a cargo do português João Pinheiro, assistido por Bruno Jesus e Luciano Maia, com Tiago Martins como VAR — uma equipa de arbitragem inteiramente nacional a dirigir um dos jogos mais importantes da noite europeia.

 

 

🇸🇪 Suécia

  • 1 Nordfeldt
  • 2 Johansson
  • 5 Hien
  • 6 Lagerbielke (SC Braga)
  • 3 Svensson
  • 8 Karlström
  • 10 Forsberg
  • 11 Larsson
  • 7 Elanga
  • 19 Bard­ghji
  • 17 Gyökeres ⚽⚽⚽ 🌟

Seleccionador: Jon Dahl Tomasson

🇺🇦 Ucrânia

  • 1 Trubin (SL Benfica)
  • 2 Konoplia
  • 44 Zabarnyi
  • 5 Matvienko
  • 3 Mykolenko
  • 6 Kaliuzhnyi
  • 10 Tsygankov
  • 8 Yarmoliuk
  • 14 Malinovskyi
  • 11 Sudakov (SL Benfica)
  • 9 Vanat

Seleccionador: Serhiy Rebrov

▶ Próximo Jogo

Polónia vs. Suécia — Final do Caminho B

31 de Março de 2026 · 15h45 (hora de Lisboa) · Local a definir · Jogo único
A Suécia enfrenta a Polónia de Robert Lewandowski (89 golos internacionais), que eliminou a Albânia por 2–1. O vencedor integrará o Grupo F da Copa do Mundo 2026, ao lado da Holanda, do Japão e da Tunísia.

Análise: Uma Máquina Chamada Gyökeres

Jon Dahl Tomasson construiu uma equipa equilibrada, com capacidade de transição rápida e com a inteligência colectiva de saber quando pressionar e quando recuar. Mas a grande diferença entre esta Suécia e a equipa que terminou na última posição do seu grupo de qualificação chama-se Viktor Gyökeres. O avançado do Arsenal, após uma campanha de qualificação sem golos, chegou ao momento decisivo e respondeu da forma mais contundente possível: com um hat-trick que deixou a Ucrânia sem respostas.

O próximo obstáculo é a Polónia — com Lewandowski a tentar chegar ao terceiro Mundial da carreira aos 37 anos — numa final única que se joga no mando polaco. A Suécia, que não vai a um Mundial desde 2018, onde chegou aos quartos-de-final, tem na forma avassaladora do seu centroavante o argumento mais poderoso para alimentar o sonho do regresso ao palco mais importante do futebol mundial.

Para a Ucrânia, fica a dor de uma eliminação que vai muito além do desportivo. Uma nação em guerra, que jogou longe de casa por razões que não escolheu, que viu alguns dos seus melhores jogadores brilhar nas maiores ligas europeias, mas que não conseguiu encontrar o caminho para o Mundial. O futebol, neste contexto, é apenas um reflexo do que um povo inteiro está a viver: a determinação de resistir, mesmo quando as circunstâncias tornam tudo mais difícil.

Fim do Artigo

Forest Entra pela Porta Grande em Londres e Humilha um Tottenham em Ruínas

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OTottenham Hotspur Stadium assistiu ontem a mais um episódio sombrio de uma temporada que se arrasta entre a frustração e a perplexidade. O Nottingham Forest, em plena corrida pelos lugares cimeiros da tabela, deslocou-se a Londres e saiu com uma goleada categórica por 3–0, impondo-se com uma eficácia cirúrgica que contrastou de forma gritante com a esterilidade ofensiva dos anfitriões.

Durante 90 minutos, o Tottenham teve a bola — 58% de posse —, gerou cantos aos pontapés (13 no total), mas não conseguiu transformar pressão em perigo real. Apenas dois remates enquadrados numa tarde inteira de jogo. Do outro lado, o Forest foi letal: oito remates, sete enquadrados, três golos. Uma dissertação sobre eficácia.

O Golpe ao Cair do Pano

A primeira parte foi de equilíbrio aparente, com o Tottenham a tentar impor-se pelo coletivo e o Forest a gerir com inteligência os espaços. Mas foi precisamente no momento em que os Spurs julgavam chegar ao intervalo empatados que o destino virou as costas à equipa da casa: no último suspiro da primeira parte, ao minuto 45, o Nottingham Forest abriu o marcador com um golo que gelou as bancadas e colocou o Tottenham numa posição incómodíssima.

 

Análise Tática · Campo Aberto

Ange Postecoglou reagiu logo no início do segundo tempo com duas substituições simultâneas, mas as mudanças não surtiram o efeito desejado. Ao minuto 62, o Forest dobrou a vantagem, aproveitando um erro defensivo dos Spurs para sentenciar de forma praticamente irreversível o resultado. O estádio começou a esvaziar-se antes do tempo.

Matz Sels e a Muralha do Forest

Se os golos do Nottingham Forest merecem destaque, não menos importante foi a solidez do guardião belga Matz Sels. Com quatro defesas realizadas, o guardião do Forest foi um obstáculo intransponível para Dominic Solanke, Randal Kolo Muani e companhia, todos incapazes de bater a sua baliza apesar das inúmeras tentativas. Sels foi o pilar que tornou possível um resultado que, visto de fora, poderia até parecer exagerado — mas que o jogo, na sua frieza, soube justificar.

Do lado contrário, o jovem guardião Antonin Kinsky pouco pôde fazer perante a eficácia do Forest, sofrendo três golos em apenas oito remates adversários. O rácio fala por si.

O Golpe de Misericórdia aos 87 Minutos

Para rematar a exibição, o Nottingham Forest marcou o terceiro golo ao minuto 87, quando o resultado já estava decidido há muito. O golo serviu para sublinhar a superioridade coletiva dos visitantes e para aprofundar a ferida de um Tottenham que, à saída do campo, ouviu os cânticos de descontentamento de uma claque que começa a perder a paciência.

Nesta fase da temporada, o Tottenham soma uma série preocupante de resultados negativos — derrotas para West Ham, Manchester United, Fulham e Crystal Palace, além de um humilhante 1–4 para o Arsenal. A vitória frente ao Manchester City por 2–2 e o empate em Liverpool parecem um longínquo fio de esperança numa teia de derrotas que se multiplica.

Principais Momentos

  • 45′NFOGolo no último lance da primeira parte. O Forest aproveita uma transição rápida e fura a defesa dos Spurs com frieza.
  •  
  • 46′🔄TOTDupla substituição de Postecoglou logo no arranque do segundo tempo, à procura da resposta.
  •  
  • 53′🟨NFOCartão amarelo ao Nottingham Forest num lance de alta intensidade.
  •  
  • 62′NFOSegundo golo do Forest. Erro defensivo dos Spurs explorado com precisão cirúrgica.
  •  
  • 82′🟨TOTAmarelo ao Tottenham, único cartão dos anfitriões no encontro.
  •  
  • 87′NFOGolo de sentença. O terceiro do Forest completa uma exibição memorável em Londres.

 

Onzes Iniciais

Tottenham Hotspur

  • Kinsky-GR
  • Dragusin-DEF
  • Udogie-DEF
  • Souza-DEF
  • Gray-DEF
  • Palhinha-MED
  • Bergvall-MED
  • Gallagher-MED
  • Simons-ATA
  • Solanke-ATA
  • Kolo Muani-ATA

Nottingham Forest

  • Sels-GR
  • Aina-DEF
  • Milenkovic-DEF
  • Morato-DEF
  • Netz-DEF
  • Yates-MED
  • Sangare-MED
  • Dominguez-MED
  • Ndoye-ATA
  • Awoniyi-ATA
  • Bakwa-ATA

O Que Vem a Seguir

O Tottenham não tem margem para mais deslizes. O próximo encontro leva os Spurs a defrontar o Sunderland a 12 de abril — curiosamente, os mesmos que ontem eliminaram o Newcastle. Uma missão que, à luz do que se viu hoje, não se adivinha nada simples para uma equipa à deriva.

Já o Nottingham Forest regressa a Nottingham de cabeça erguida e com três pontos valiosíssimos para a sua corrida ao topo da tabela. A equipa de Nuno Espírito Santo continua a demonstrar que esta temporada não é obra do acaso — é fruto de um coletivo coeso, disciplinado e com uma identidade de jogo clara.

O futebol inglês continua a surpreender. E o Forest, hoje, foi o seu protagonista mais improvável — e mais brilhante.

Brighton derrota Liverpool e complica a corrida à Europa

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Num sábado de tarde em pleno Amex Stadium, o Brighton & Hove Albion protagonizou uma das maiores surpresas da ronda ao derrotar o Liverpool por dois golos a um, em partida válida pela vigésima nona jornada da Premier League. Com golos marcados aos catorze e cinquenta e seis minutos, os Seagulls controlaram os momentos decisivos do encontro e impuseram aos Reds mais uma derrota que ameaça definitivamente as ambições europeias da formação de Anfield.

Principais Momentos do Jogo

 

14′ GOLO — Brighton: Os anfitriões abrem o marcador e tomam conta do jogo nos minutos iniciais.

 

30′ GOLO — Liverpool: Os Reds restabelecem a igualdade antes do intervalo e mantêm a esperança de viragem.

 

45′ Cartões amarelos para ambas as equipas nos descontos da primeira parte. Tensão à flor da pele no Amex.

 

56′ GOLO — Brighton: O golo decisivo chega cedo na segunda parte e o Amex Stadium explode em euforia.

Uma Entrada Fulminante dos Anfitriões

O Brighton entrou em campo com determinação e sem qualquer complexo perante um adversário de renome. Logo aos catorze minutos, os donos da casa abriram o marcador num contexto em que a presença de Kaoru Mitoma, Georginio Rutter e Danny Welbeck causava sérias dificuldades à defesa dos Reds. A equipa comandada pelo seu técnico mostrou uma organização táctica cirúrgica e uma pressão alta que impediu o Liverpool de desenvolver o futebol fluído e associativo que tanto o caracteriza.

O conjunto de Anfield, apesar de deter cinquenta e três por cento da posse de bola ao longo do encontro, revelou dificuldades evidentes na criação de situações de golo de mérito. Figuras como Florian Wirtz, Ryan Gravenberch e Virgil van Dijk tentaram impor a sua qualidade individual, mas encontraram um Brighton muito bem organizado defensivamente, com Lewis Dunk a liderar uma linha defensiva praticamente intransponível.

«OAmex foi hoje uma fortaleza. Entrámos concentrados, soubemos sofrer e merecemos os três pontos.»

— Análise pós-jogo do Brighton & Hove Albion

Liverpool Empata, Brighton Responde

O Liverpool conseguiu o empate aos trinta minutos, ainda antes do intervalo, numa jogada que reacendeu as esperanças de uma remontada. A segunda parte começou com os Reds a pressionar em busca do segundo golo, mas foi o Brighton a deitar por terra qualquer esperança de vitória dos visitantes: aos cinquenta e seis minutos, os Seagulls voltaram a marcar e estabeleceram o resultado final de dois a um.

A partir desse momento, o jogo entrou numa fase de grande crispação, com ambas as equipas a somarem cinco cartões amarelos cada. O Liverpool tentou reagir com alterações tácticas e aproveitou as lesões para remodelar o meio-campo, mas a equipa anfitriã soube gerir a vantagem com maturidade e frieza. No final, os dezasseis remates do Brighton — seis enquadrados com a baliza — contra apenas onze do Liverpool falam por si.

Consequências na Tabela

Com este resultado, o Brighton ascende ao décimo lugar da classificação com quarenta e três pontos, numa posição confortável a meio da tabela. Já o Liverpool, agora no quinto lugar com quarenta e nove pontos, vê aumentar a distância em relação ao Arsenal, líder isolado com setenta pontos. A formação de Merseyside terá de reagir rapidamente se pretender salvar a época e assegurar um lugar nas competições europeias da próxima temporada.

Para o Brighton, a vitória representa uma injecção de confiança numa temporada pautada pela irregularidade. Prova, uma vez mais, que o Amex Stadium é uma casa incómoda para qualquer adversário da Premier League — independentemente do seu estatuto ou do seu currículo.

Everton humilha Chelsea com exibição histórica em Goodison

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Numa tarde que ficará gravada na memória coletiva do futebol inglês, o Everton FC aplicou uma goleada histórica ao Chelsea, vencendo por três golos a zero em Goodison Park, num jogo da vigésima nona jornada da Premier League. O paradoxo foi absoluto: o Chelsea dominou amplamente a posse de bola — sessenta e cinco por cento contra apenas trinta e cinco dos anfitriões — mas saiu de Liverpool sem marcar um único golo e com a cabeça baixa perante um Everton clínico, feroz e absolutamente implacável na finalização.

Uma Tarde de Eficácia Absoluta

A estatística mais eloquente desta partida não está no resultado, mas na narrativa que ele esconde. O Chelsea chegou ao Merseyside com Cole Palmer, Liam Delap, Alejandro Garnacho e Estêvão — um quarteto ofensivo de enorme talento — e terminou o encontro com apenas quatro remates enquadrados, sem concretizar qualquer um. O Everton, pelo contrário, com apenas oito remates no total, converteu três dos seus sete enquadrados numa exibição de frieza e eficiência raras na Premier League contemporânea.

O golo inaugural surgiu aos trinta e três minutos, numa jogada construída com paciência e concluída com uma categoria que surpreendeu os visitantes. A equipa treinada com disciplina tática recorreu ao bloco defensivo baixo, ao contra-ataque rápido e à exploração dos espaços nas costas da defesa londrina, uma estratégia que se revelou devastadora ao longo de todo o segundo tempo.

// Análise pós-jogo · Goodison Park · 21.03.2026

O Chelsea Domina Sem Concretizar

O técnico do Chelsea apostou em alterações precoces — logo ao intervalo e novamente aos cinquenta e sete minutos — numa tentativa de alterar o curso do jogo. Moises Caicedo e Enzo Fernández tentaram impor a sua qualidade no meio-campo, mas depararam-se com um Everton que defendia em bloco e transicionava com velocidade e precisão cirúrgica. Idrissa Gana Gueye foi incontornável no miolo, enquanto Tyler Dibling e Thierno Barry causaram problemas constantes pelos flancos.

Quando o Everton marcou o segundo golo, aos sessenta e dois minutos, o Chelsea parecia acusar psicologicamente a pressão de uma tarde em que tudo corria ao avesso. Os dez cantos conquistados — contra apenas três dos anfitriões — traduzem o domínio territorial dos londrinos, mas também a esterilidade de um ataque que falhou sistematicamente a última decisão.

Linha do Tempo

33′ GOLO — Everton: Os anfitriões aproveitam um erro posicional da defesa do Chelsea e abrem o marcador com frieza.

 

46′ Substituição — Chelsea: Alteração imediata no intervalo. O técnico londino tenta sacudir a equipa após uma primeira parte abaixo do esperado.

 

62′ GOLO — Everton: Contra-ataque fulminante. Dois a zero e o Goodison entra em erupção. O Chelsea parece não ter resposta.

 

76′ GOLO — Everton: Sentença definitiva. Três a zero e uma tarde que ficará na história do clube azul de Liverpool.

 

87′ Cartão Amarelo — Chelsea: Frustração visível nos jogadores londrinos nos minutos finais de uma tarde para esquecer.

Implicações na Tabela

Com esta vitória expressiva, o Everton consolida o oitavo lugar da tabela com quarenta e seis pontos, igualando o Brentford e relançando as suas aspirações a uma vaga europeia. A temporada dos Toffees conheceu altos e baixos, mas triunfos como este — perante um adversário de grande calibre e com uma exibição táctica de enorme maturidade — revelam uma equipa que já não pode ser ignorada na corrida aos lugares cimeiros.

Para o Chelsea, a derrota é um sério aviso. Os londrinos ficam no sexto lugar com quarenta e oito pontos, mas a inconsistência de resultados fora de casa começa a pesar nas contas da temporada. A capacidade de converter oportunidades continua a ser o calcanhar de Aquiles de uma equipa talentosa mas ainda incapaz de impor a sua qualidade quando encontra adversários organizados e disciplinados.

Getafe rouba os três pontos ao Espanyol com dois golos nos descontos da primeira parte

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Num RCDE Stadium que respirava futebol em cada bancada, o Espanyol Barcelona saiu derrotado por dois golos a um frente ao Getafe CF, numa partida da vigésima nona jornada da La Liga repleta de tensão, faltas e um guião que os Periquitos jamais imaginariam para o intervalo. Os visitantes, numa exibição pragmática e fisicamente musculada, aproveitaram um período final fulminante da primeira parte para construir uma vantagem de dois golos que resistiu a tudo o que o Espanyol tentou na segunda metade.

Momentos Decisivos da Partida

34′Substituição — Getafe: Alteração táctica dos visitantes que altera o equilíbrio do jogo no sector médio.

 

45′GOLO — Getafe (1.º): Golpe inesperado nos descontos da primeira parte. O Espanyol é apanhado desprevenido.

 

45’+GOLO — Getafe (2.º): Menos de um minuto depois, os madrilenos voltam a ferir. Duplo golpe letal antes do apito do árbitro.

 

68′GOLO — Espanyol: Edu Expósito reduz o marcador e reacende a esperança catalã. A pressão sobre a baliza do Getafe intensifica-se.

 

90′Chuva de cartões: Nos descontos, três amarelos são exibidos — dois ao Getafe e um ao Espanyol. O jogo termina em plena tensão.

Uma Primeira Parte de Equilíbrio Rompida por Dois Raios

Durante a maior parte do primeiro tempo, o Espanyol dominou claramente a posse de bola — sessenta e seis por cento contra apenas trinta e quatro do Getafe — e criou situações de perigo com a criatividade de Cyril Ngonge e a movimentação de Edu Expósito e Tyrhys Dolan. O Getafe, fiel à sua tradição de bloco baixo e transições rápidas, esperou pacientemente pelas suas oportunidades, sustentando a estrutura defensiva com Djene e Jorge Montes Garcia a travar os avanços catalães.

Porém, quando o relógio marcava quarenta e cinco minutos, o guião virou-se de forma brutal e inesperada. Em dois momentos separados por escassos instantes, a equipa de Madrid marcou dois golos que apanhou o Espanyol completamente desorganizado e enviou o RCDE Stadium para o intervalo em estado de choque. Adrián Liso e companhia revelaram uma eficácia clínica devastadora — oito remates no total, quatro enquadrados — contrastando com a prodigalidade catalã.

— Análise pós-jogo · RCDE Stadium, Barcelona

Espanyol Reage, Mas o Getafe Resiste com Unhas e Dentes

A segunda parte pertenceu ao Espanyol. A equipa de Barcelona saiu do balneário transformada, com alterações imediatas que trouxeram mais intensidade e verticalidade ao jogo. Aos sessenta e oito minutos, Edu Expósito — um dos melhores em campo — reduziu para um a dois e devolveu a esperança ao estádio. A partir daí, o Espanyol dominou por completo, acumulando doze cantos ao longo do jogo e disparando várias vezes à baliza de David Soria, que se revelou inexpugnável.

🟨O Getafe encerrou a partida com sete cartões amarelos, num registo que reflecte a determinação — por vezes à beira do limite do regulamento — com que a equipa madrilena defendeu a vantagem. Mauro Arambarri e Allan Nyom foram dos mais visados pelo árbitro, que agitou o cartão repetidamente nos momentos finais do jogo.

Dois Mundos na Mesma Tabela

Com esta derrota, o Espanyol mantém-se no décimo lugar da classificação com trinta e sete pontos, empatado com o Osasuna, numa temporada de irregularidade frustrante para um clube com as ambições dos Periquitos. A equipa catalã acumula quatro derrotas e apenas um empate nos últimos cinco jogos — uma série que começa a suscitar preocupação nos adeptos e na direcção do clube.

Já o Getafe sobe ao oitavo lugar com trinta e oito pontos, igualando a Real Sociedad, e confirma que a sua filosofia de jogo pragmático e intenso continua a dar frutos. Numa Liga dominada pelo FC Barcelona e pelo Real Madrid nos primeiros lugares, os madrilenos de Getafe afirmam-se como um dos conjuntos mais incómodos da divisão — como o Espanyol ficou a saber hoje, da pior forma possível.

Sassuolo rouba um ponto inacreditável em Turim e paralisa a Juventus

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Num Allianz Stadium em silêncio de perplexidade ao apito final, a Juventus deixou escapar dois pontos preciosos ao empatar a um golo com o Sassuolo, equipa da décima posição da Serie A. Os bianconeri dominaram de forma avassaladora — sessenta e seis por cento da posse, dezoito remates, nove cantos — mas a ineficácia crónica na finalização voltou a assombrar a Vecchia Signora numa noite que prometia ser de conquista tranquila e se transformou num pesadelo táctico.

14’GOLO

⚽ JUVENTUS — 1–0

Dusan Vlahovic abre o marcador ao minuto catorze com uma finalização de classe. O sérvo encontra o espaço certo e confirma a superioridade bianconera no início do jogo.

 

52’GOLO

⚽ SASSUOLO — 1–1

Armand Laurienté, com toda a frieza e impudência de um jogador que não tem nada a perder, empata aos cinquenta e dois minutos numa jogada de contra-ataque fulminante. O Allianz Stadium fica em choque.

A JUVENTUS QUE DOMINA SEM MATAR

O guião estava escrito. A Juventus entrou no jogo com a autoridade de quem conhece o adversário e confiança para construir. Teun Koopmeiners e Fabio Miretti geriam o meio-campo com inteligência e Zhegrova ameaçava pela direita. O golo de Vlahovic ao minuto catorze parecia confirmar uma noite tranquila para os anfitriões — que acabara de sair vitoriosa de um Udinese difícil na ronda anterior.

Mas a Juventus desta temporada tem uma falha estrutural que os adversários conhecem cada vez melhor: domina, cria, avança — mas não mata. Com dezoito remates totais e oito enquadrados, os bianconeri deveriam ter o jogo encerrado muito antes do empate do Sassuolo. Jonathan David, Lois Openda e o próprio Vlahovic desperdiçaram oportunidades que, noutra noite, teriam enterrado o adversário ainda na primeira parte.

CRONOLOGIA DO JOGO

 

14′GOLO — Juventus (1–0): Vlahovic finaliza na área após combinação rápida. O Allianz respira.

 

52′GOLO — Sassuolo (1–1): Laurienté empata em contra-ataque. Silêncio no Allianz Stadium.

 

62′Dupla substituição — Juventus: Allegri responde com Jonathan David e Andrea Cambiaso em busca do golo da vitória.

 

64′Cartão Amarelo — Juventus: Tensão nas bancadas. O jogo começa a ficar crispado.

 

69′Dupla substituição — Sassuolo: Pinamonti e Volpato entram para ajudar a segurar o empate. Bloco defensivo neroverde reforçado.

 

74′Cartão Amarelo — Sassuolo: Foul deliberado no meio-campo para travar transição da Juventus.

 

79′Dupla substituição — Juventus: Mais mudanças de desespero. Kostic e Milik entram mas não conseguem alterar o marcador.

SASSUOLO — UMA OBRA-PRIMA DEFENSIVA

Se a Juventus protagonizou uma noite de frustração, o Sassuolo foi o oposto: uma obra-prima de disciplina táctica e eficácia clínica. Com apenas trinta e quatro por cento da posse de bola e cinco remates no total — apenas um enquadrado —, a equipa neroverde construiu uma muralha defensiva quase intransponível. Giacomo Satalino foi o herói individual da noite, com sete defesas que valeram o empate ao seu clube.

📊ESTATÍSTICA DO JOGO

O Sassuolo registou apenas um remate enquadrado em todo o jogo — e marcou com ele. A Juventus, com oito remates enquadrados, marcou apenas um. Esta assimetria brutal entre eficácia e domínio resume toda a frustração dos adeptos bianconeri no final do encontro.

— Análise pós-jogo · Allianz Stadium, Turim

03CONSEQUÊNCIAS NA CORRIDA AO TÍTULO

Este empate representa um golpe sensível nas ambições da Juventus na corrida à Serie A. Com cinquenta e quatro pontos, os bianconeri partilham o quinto lugar com o Como 1907 e vêem o Inter, líder com sessenta e oito, afastar-se ainda mais. A diferença de catorze pontos para o Inter torna o título uma missão praticamente impossível, e a equipa terá de se concentrar em assegurar uma das vagas às competições europeias — algo que, dados os resultados recentes, também não está garantido.

Para o Sassuolo, o empate é uma conquista histórica desta temporada. A equipa de Reggio Emilia, décima classificada com trinta e nove pontos, mostrou que tem carácter e qualidade para incomodar qualquer adversário — mesmo que a sua própria situação na tabela não inspire maiores ambições. Satalino, com sete defesas, terá uma noite para recordar toda a vida.

Ibrahima Bá decide com um cabeceamento que afunda ainda mais o Nacional na luta pela permanência

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No Estádio Municipal 22 de Junho, em plena tarde minhota de sábado, o FC Famalicão somou mais três pontos fundamentais para a sua luta por um lugar nas competições europeias, derrotando o CD Nacional por um golo a zero na jornada 27 da Liga Portugal Betclic. O golo — o único do encontro — surgiu aos 63 minutos pela cabeça de Ibrahima Bá, o defensor-central senegalês que se confirmou como figura inesperada de uma partida dominada pela contenção táctica e pela ansiedade de dois projectos em sentidos opostos na tabela.

⚽ FC FAMALICÃO — 1–0

Ibrahima Bá

O defensor senegalês sobe mais alto do que toda a defesa do Nacional e cabecea com precisão para o fundo das redes. Carevic não teve hipótese. O Municipal 22 de Junho explode em celebração.

UM JOGO EQUILIBRADO, MAS SEM CLAREZA

Durante a primeira parte, o encontro caracterizou-se pelo equilíbrio e por uma ausência quase total de momentos de perigo concreto. O Famalicão, com cinquenta e quatro por cento da posse de bola, tentava construir com paciência pelos corredores laterais, com Gil Dias e Sorriso a cruzarem com frequência para Elisor na área. Porém, a organização defensiva do Nacional — bem trabalhada por Tiago Margarido — travava sistematicamente as iniciativas dos anfitriões.

Os madeirenses, conscientes da sua fragilidade defensiva ao longo da temporada, tentavam aproveitar as transições rápidas com Lucas João e Gabriel Veron. Os visitantes até foram mais perigosos no número de remates enquadrados — seis contra quatro do Famalicão — mas faltou a finalização que tanto os tem iludido ao longo desta época.

CRONOLOGIA DO ENCONTRO

 

16′Cartão Amarelo — Nacional. Matheus Dias vê o amarelo numa falta sobre Gustavo Sá. Primeiros sinais de tensão no jogo.

 

40′Cartão Amarelo — Famalicão. Gustavo Sá é punido por contestação. Jogo muito equilibrado antes do intervalo.

 

43′Cartão Amarelo — Nacional. Lenny Vallier recebe amarelo por entrada dura. Os visitantes começam a acumular cartões.

 

63′GOLO — Famalicão (1–0). Ibrahima Bá sobe ao ataque e cabecea com precisão. O defensor-central marca o golo decisivo da partida.

 

77′Quádrupla substituição — Nacional. Margarido muda quatro jogadores de uma só vez na tentativa de procurar o empate. Baeza, Matheus Dias, Joel da Silva e Labidi saem.

 

78′Dupla substituição — Famalicão. De Amorim e Abubakar entram para fechar o resultado e gerir a vantagem nos minutos finais.

FAMALICÃO NA ROTA EUROPEIA

Para o Famalicão, esta vitória — a quarta consecutiva em casa — reforça a candidatura a uma vaga nas competições europeias da próxima temporada. Com quarenta e dois pontos, os famalicenses consolidam o sexto lugar da classificação e mantêm-se a uma distância razoável das posições de acesso à Conference League. O treinador da casa pode sorrir com a solidez defensiva da sua equipa: apenas vinte e dois golos sofridos em vinte e seis jornadas, uma das melhores marcas da Liga Portugal.

 

O Famalicão não foi brilhante, mas foi eficaz. Em futebol, por vezes é isso que basta — e Ibrahima Bá encontrou o momento certo para ser diferente.

— Análise pós-jogo · Estádio Municipal 22 de Junho

NACIONAL À BEIRA DO ABISMO

Para o CD Nacional, a derrota é mais uma pedra a carregar numa temporada que se aproxima do colapso. Os madeirenses, décimo sextos com apenas vinte e um pontos, estão agora a dois pontos do Casa Pia, que ocupa o último lugar de permanência. Com sete jornadas por disputar e uma equipa assolada por lesões e ausências — Ivanildo Fernandes, Filipe Soares e Ulisses Rocha entre os indisponíveis — a missão de Tiago Margarido parece cada vez mais hercúlea.

⚠️ZONA DE DESPROMOÇÃO — ALERTA VERMELHO

OCD Nacional está a apenas 2 pontos do Casa Pia, último na tabela. Com seis jogadores importantes indisponíveis por lesão ou suspensão, os madeirenses entram na fase decisiva da temporada com um plantel reduzido e uma margem de erro quase nula. A descida à Liga Portugal 2 é um cenário cada vez mais real.

Gabriel Veron, que antes do jogo prometera «encarar o Famalicão como uma guerra», ficou muito aquém do esperado, sem criar perigo real na frente. Lucas João, o melhor marcador do clube com treze golos, foi bem controlado pela defesa famalicense. As sete jornadas que restam serão decisivas para o futuro do clube da Madeira na elite do futebol português.

Puche entra do banco e acaba com o sonho do Moreirense numa tarde de impotência em Moreira de Cónegos

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Em Moreira de Cónegos, onde os adeptos dos cónegos esperavam ansiosamente o fim de uma série negativa que já durava há quatro jornadas, o Arouca chegou, sofreu, resistiu e, no momento certo, fez o que os anfitriões não conseguiram: marcou. O golo de Puche, aos 67 minutos, bastou para que os lobos de Arouca regressassem à vitória após três derrotas consecutivas, deixando o Moreirense afundado numa crise de resultados que começa a pesar nos ombros de toda a estrutura verde dos cónegos.

FC AROUCA — 0–1

Puche · Avançado · Suplente

Lançado durante o segundo tempo como carta trunfo por Vasco Seabra, o avançado espanhol não precisou de muito tempo para se afirmar decisivo. Uma jogada rápida na área, um remate ajustado — e o silêncio das bancadas de Moreira de Cónegos disse tudo. O homem que entrou do banco ganhou o jogo.

PRIMEIRA PARTE: AROUCA LIGEIRAMENTE MELHOR, CÓNEGOS A TENTAR

O jogo arrancou com o Moreirense a rematar logo aos 15 segundos — Stjepanovic testou Arruabarrena de imediato — num sinal de que os cónegos queriam apagar rapidamente o mau momento. No entanto, foi o Arouca quem gradualmente tomou conta do encontro na primeira parte. A equipa de Vasco Seabra, apesar das baixas de peso de Alfonso Trezza e Iván Barbero — ambos indisponíveis por castigo — criou mais situações de perigo junto à baliza de André Ferreira, com Hyunju e Djouahra a ameaçarem em vários momentos.

Num dos momentos mais insólitos da partida, Tiago Esgaio — de regresso ao onze inicial dos cónegos neste encontro — falhou de forma quase inacreditável um livre com a baliza escancarada, mandando a bola muito por cima. O Moreirense, apesar de dominar o jogo por fases com Francisco Domingues e Nile John a animarem o lado esquerdo, não conseguiu traduzir a pressão em remates verdadeiramente perigosos. O intervalo chegou com o 0–0 que, ao contrário do que seria desejável para os anfitriões, não tranquilizava ninguém.

CRONOLOGIA DO ENCONTRO

 

0′Arranque fulminante — Moreirense. Stjepanovic remata logo ao primeiro segundo de jogo, mas Arruabarrena segura com tranquilidade.

 

33′Cartão Amarelo — Moreirense. Maracás comete uma falta dura sobre Gozálbez e vê o amarelo. O Arouca fica em boa posição para explorar bolas paradas.

 

45′Intervalo — 0–0. Bom espectáculo de futebol na primeira parte. Arouca ligeiramente melhor, mas sem golos. Cónegos a reagir.

 

60′Substituições — Arouca. Vasco Seabra lança Puche e Brian Mansilla para alterar o jogo no sector ofensivo. Decisão que vai revelar-se decisiva.

 

67′GOLO — Arouca (0–1). Puche, acabado de entrar, dá vantagem ao Arouca. Silêncio nas bancadas de Moreira de Cónegos.

 

75’+Alterações desesperadas — Moreirense. Vasco Botelho da Costa faz várias mexidas para procurar o empate. Kevyn Souza, Rodrigo Alonso e Landerson entram.

 

90′Apito final — 0–1. O Arouca resiste e conquista três pontos preciosos. Moreirense soma o quinto jogo consecutivo sem vitória.

Num jogo de poucas oportunidades, bastou um momento de génio de um suplente para separar as duas equipas.

— Análise pós-jogo · Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas

O MOREIRENSE E A CRISE QUE TARDA EM ACABAR

Cinco jogos sem vencer: três derrotas e dois empates. Este é o balanço recente de um Moreirense que, no início da temporada, se apresentava como uma das revelações da Liga Portugal, e que agora luta para não cair da zona europeia. Com trinta e cinco pontos e o oitavo lugar assegurado por ora, os cónegos estão a apenas três pontos do Vitória de Guimarães, que visita o Benfica neste mesmo sábado. A pressão sobre Vasco Botelho da Costa aumenta de semana para semana, e a equipa parece ter perdido a solidez defensiva que a caracterizou na primeira volta da competição.

📉MOREIRENSE — SÉRIE NEGATIVA

Cinco jogos consecutivos sem vencer: Sporting (0–3), Casa Pia (1–1), Nacional (1–1), FC Porto (0–3) e agora Arouca (0–1). A equipa dos cónegos não vence desde… e o calendário que se avizinha não promete facilidades, com encontros frente a adversários directos na luta pelos lugares europeus.

AROUCA RESPIRA COM VITÓRIA IMPORTANTE

Para o Arouca, a vitória chega como oxigénio puro após um período difícil marcado por três derrotas consecutivas frente ao FC Porto, Famalicão e Benfica. Com vinte e nove pontos, os lobos arouquenses sobem ao décimo primeiro lugar da tabela, em igualdade com o Alverca mas com menos um jogo disputado. Vasco Seabra pode estar satisfeito com a resposta da sua equipa, que demonstrou carácter ao ganhar sem as suas principais referências ofensivas e com um suplente a fazer a diferença.

José Fontán, o melhor assistente do clube com três assistências no campeonato, foi um dos mais influentes em campo, enquanto Puche — lançado no segundo tempo — confirmou a sua capacidade para decidir quando é chamado. A vitória em Moreira de Cónegos pode ser um ponto de viragem numa segunda metade de temporada que pede mais consistência aos arouquenses.

Benfica de Mourinho esmagou o Vitória com um 3–0 em que Beni Mukendi foi o pior inimigo de si próprio

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Com o Estádio da Luz a receber sessenta mil seiscentos e trinta e quatro espectadores e a recordação comovente do antigo guarda-redes Silvino ainda no ar, o SL Benfica de José Mourinho impôs-se ao Vitória de Guimarães com uma goleada seca de três golos a zero na jornada 27 da Liga Portugal Betclic. O resultado foi construído sobre os erros do adversário — dois autogolos de Beni Mukendi — e a qualidade cirúrgica de Richard Ríos, que confirmou ser o motor colombiano que mantém o Benfica na corrida ao título contra um Sporting empatado em pontos mas com menos um jogo realizado.

OS TRÊS GOLOS DO ENCONTRO

⚽ AUTOGOLO — BENFICA 1–0

Beni Mukendi · ag

Bah cruza tenso para a pequena área, Sudakov está pronto para finalizar — mas Beni antecipa-se ao companheiro e desvia a bola para as suas próprias redes. O médio que alinhava a central nesta partida inaugura o marcador da pior forma possível. A Luz explode.

 

⚽ BENFICA — 2–0

Vangelis Pavlidis · ass. Richard Ríos

Ríos recupera a bola em zona proibida e serve Pavlidis com uma assistência de luxo. O avançado grego — em grande forma nesta temporada — finaliza com classe e sentencia o encontro dez minutos após o recomeço.

 

⚽ AUTOGOLO — BENFICA 3–0

 

Beni Mukendi · 2.º ag

Depois do erro no primeiro golo, Beni Mukendi volta a ser o protagonista infeliz. Novo cruzamento de Bah para a área, nova tentativa de interceção — novo desvio para o fundo das suas redes. Uma noite para esquecer para o médio vimaranense que desta vez alinhou a central.

BENFICA COM AUSÊNCIAS MAS ACIMA DE TUDO

A vitória do Benfica foi ainda mais meritória tendo em conta as importantes ausências no plantel encarnado. António Silva e Amar Dedić estavam suspensos, enquanto Nicolás Otamendi, Fredrik Aursnes, Bruma, Enzo Barrenechea e João Veloso continuavam indisponíveis por lesão. Mourinho respondeu às adversidades com uma equipa bem organizada, apostando em Tomás Araújo no centro da defesa e em Leandro Barreiro e Richard Ríos a dominar o meio-campo com mestria.

🏥AUSÊNCIAS NO PLANTEL DO BENFICA

Fora por suspensão: António Silva, Amar Dedić. Fora por lesão: Otamendi, Aursnes, Bruma, Barrenechea, João Veloso. Apesar das baixas, Mourinho encontrou soluções e a equipa respondeu com solidez e eficácia — um sinal da profundidade e da coesão do plantel das Águias.

CRONOLOGIA DO ENCONTRO

pré

Minuto de silêncio. Antes do treino, o Benfica prestou homenagem comovente ao antigo guarda-redes Silvino. Gesto de respeito e memória que marcou a antecipação do encontro.

 

1′Autogolo — Beni Mukendi (1–0). Cruzamento de Bah, Sudakov à espera — e Beni desvia para as próprias redes. A Luz acende-se imediatamente.

 

45′Intervalo — 1–0. Benfica controlado, Vitória a tentar reagir. Mourinho reconhece dificuldades na primeira parte mas elogia a capacidade de não tremer.

 

55′Golo — Pavlidis (2–0). Ríos recupera e serve o grego. Finalização impecável. A questão da partida fica encerrada.

 

74′Autogolo — Beni Mukendi (3–0). Segunda tragédia pessoal do médio vimaranense. Mais um desvio infeliz que sela a goleada.

 

82′Cartão Amarelo — Gustavo Silva (Vitória). Entrada dura sobre um adversário nos minutos finais. Muito assobio ao árbitro Luís Godinho ao longo do encontro.

 

90′Apito final. Benfica 3–0. Vitória inequívoca. Mourinho deixa a Luz com mais três pontos fundamentais na luta pelo título.

Não quero dizer que o 3–0 é falso, mas poderíamos ter vencido por mais. Não foi fácil na primeira parte — os erros do adversário custaram-lhes caro.

José Mourinho  ·  Treinador do SL Benfica  ·  Declarações pós-jogo

VITÓRIA EM CRISE E A SOMBRA DO QUARTO LUGAR

Para o Vitória de Guimarães, a noite de Lisboa foi mais uma pedra num período de crise crescente. Com quatro jogos consecutivos sem vencer — após derrotas frente a Santa Clara, Famalicão e Braga — os vimaranenses somam agora a derrota pesada na Luz e vêem os sonhos europeus esvanecerem-se a grande velocidade. Charles, o guarda-redes brasileiro, reconheceu que «os erros custaram caro», numa noite em que o companheiro Beni Mukendi, alinhado a central e não na sua posição habitual, protagonizou os dois lances mais negativos da partida.

Com trinta e dois pontos e no nono lugar, o Vitória de Gil Moreira Lameiras — em estreia como treinador apenas na semana anterior — terá de reagir rapidamente para evitar que a segunda metade da temporada se transforme numa queda livre. O calendário que se avizinha não perdoa.