Bayern de Munique devasta a Atalanta com um agregado histórico de 10–2

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O futebol tem uma linguagem própria para descrever as noites em que um clube é simplesmente superior em tudo — na qualidade individual, na organização colectiva, na capacidade de pressão e na implacabilidade perante a baliza adversária. Esta eliminatória entre o Bayern de Munique e a Atalanta foi uma dessas raras ocasiões em que essa linguagem se esgota. Dez golos marcados, dois sofridos, 71% de posse na primeira mão, 25 remates em Bérgamo e quatro golos em Munique sem qualquer resposta nos primeiros 90 minutos: o Bayern de Munique não eliminou a Atalanta — destruiu-a, com uma metodicidade que faz lembrar as melhores máquinas de futebol que o clube bávaro alguma vez produziu.

Para a Atalanta, que chegou a estes oitavos de final depois de uma campanha de fase de grupos notável, a eliminatória representou um confronto com a realidade cruel do mais alto nível europeu. A equipa de Gian Piero Gasperini tem qualidade suficiente para competir com quase toda a gente na Europa — mas o Bayern, neste momento e nesta forma, não é quase toda a gente.

«71% de posse. 25 remates. 6 golos. E depois foi para Munique e fez mais 4. O Bayern não jogou futebol — praticou domínio total.»

Análise da Eliminatória

— Primeira Mão

Gewiss Stadium, 11 de Março — Atalanta 1–6 Bayern

A primeira mão, disputada no Gewiss Stadium em Bérgamo a 11 de Março, ficará registada como uma das exibições mais completas do Bayern de Munique na sua história recente na Champions League. Ao minuto 12, Harry Kane abriu o marcador com a frieza que o tornou no melhor marcador do mundo. Ao minuto 22, o segundo. Ao minuto 25, o terceiro — três golos em treze minutos no início de uma partida que estava, para todos os efeitos, decidida antes de meia hora ter sido disputada.

A Atalanta, encurralada numa pressão que não conseguia suportar, via o Bayern construir jogadas de uma fluidez admirável. Com 71% de posse e 25 remates ao longo do jogo, os bávaros demonstraram que a sua recuperação após uma fase de grupos irregular foi total. Jamal Musiala foi simplesmente outro nível: o jovem internacional alemão moveu-se entre as linhas da Atalanta com uma leveza e uma eficácia que nenhum defesa conseguiu travar. Serge Gnabry e Luis Díaz — a grande contratação do verão para Munique — completaram uma linha avançada de qualidade devastadora.

O Bayern chegou ao intervalo a vencer por 3–0, e a segunda parte foi mais do mesmo. Ao 52′, o quarto golo. Ao 64′, o quinto. Ao 67′, o sexto — a Atalanta ainda conseguiu reduzir ao minuto 90, num momento de orgulho tardio, mas o 1–6 final foi uma fotografia honesta de uma noite em que a diferença entre as duas equipas se revelou abissal.

— Segunda Mão

Allianz Arena, 18 de Março — Bayern 4–1 Atalanta

Se a primeira mão tinha sido um massacre em território italiano, a segunda mão na Allianz Arena confirmou que o Bayern de Munique não tem contemplações com os adversários, independentemente da vantagem que já detém. Com um agregado de 6–1 a favor antes do apito inicial, os bávaros podiam ter gerido com conforto os 90 minutos. Não o fizeram — e essa é a marca de uma equipa com verdadeiras ambições de título.

Ao minuto 25, Harry Kane abriu o marcador pela segunda vez na eliminatória, desta vez na Allianz Arena, num golo que confirmou o seu estatuto de melhor avançado do mundo nos grandes momentos. A segunda parte foi um exercício de imposição sistemática: aos 54′, o segundo golo; um minuto depois, ao 56′, o terceiro — dois golos em dois minutos que esvaziaram completamente qualquer tentativa de resistência italiana. Ao minuto 70, o quarto selou o 4–0 e abriu espaço para rotações na equipa bávara.

A Atalanta, que somou 14 remates ao longo do jogo num resultado que reflecte uma equipa que nunca desiste, conseguiu reduzir ao minuto 85 através de Scamacca, mas foi um resultado meramente estatístico. Com 66% de posse e mais 23 remates, o Bayern encerrou a eliminatória da mesma forma como a tinha aberto: com uma demonstração avassaladora de superioridade técnica e táctica que deixou a Atalanta sem argumentos.

«Kane marcou nas duas mãos. Musiala foi impossível de parar. A Allianz Arena viu o Bayern em modo de campeão europeu — e todos os quartos de final já sabem o que os espera.»

Análise Pós-Jogo


Segunda mão — Allianz Arena, 18 de Março

  • Ulreich, SvenGuarda-redes
  • Kimmich, JoshuaDefesa
  • Min-jae, KimDefesa
  • Tah, JonathanDefesa
  • Guerreiro, RaphaëlDefesa
  • Pavlovic, AleksandarMédio
  • Goretzka, LeonMédio
  • Bischof, TomMédio
  • Musiala, JamalMédio
  • Gnabry, SergeExtremo
  • Kane, HarryAvançado

  • Carnesecchi, MarcoGuarda-redes
  • Bellanova, RaoulDefesa
  • Scalvini, GiorgioDefesa
  • Hien, IsakDefesa
  • Djimsiti, BeratDefesa
  • Kossounou, OdilonDefesa
  • Pašalić, MarioMédio
  • Samardzic, LazarMédio
  • De Ketelaere, CharlesExtremo
  • Raspadori, GiacomoAvançado
  • Scamacca, GianlucaAvançado

Resultado Agregado · Oitavos de Final

Bayern München 10 — 2 Atalanta

Bayern de Munique qualifica-se para os quartos de final da UEFA Champions League 2025/26

1.ª Mão: Atalanta 1–6 Bayern · 2.ª Mão: Bayern 4–1 Atalanta

— Análise

O Bayern de regresso ao topo: Kane, Musiala e a máquina de Munique

Esta eliminatória confirmou o que muitos já começavam a suspeitar: o Bayern de Munique está de regresso ao estatuto de candidato principal ao título da Champions League. Depois de algumas épocas de instabilidade — mudanças de treinador, debates sobre o modelo de jogo, dificuldades na fase de grupos —, a equipa bávara parece ter encontrado a sua versão mais completa. O duo Harry Kane e Jamal Musiala é, neste momento, um dos mais temíveis de toda a competição.

Kane, com golos nas duas mãos, confirmou que a sua adaptação à Bundesliga foi total e que o seu rendimento na Champions não sofreu qualquer desconto comparativamente com o que mostrava em Inglaterra. Musiala, por sua vez, continua a ser o jogador mais difícil de marcar do futebol europeu quando está em dia — a sua capacidade de mudar de direção em espaços reduzidos e criar ângulos de finalização a partir do nada é simplesmente sem paralelo na sua geração. Luis Díaz, entretanto, adicionou uma dimensão de velocidade e imprevisibilidade que completa um ataque de qualidade excepcional.

Para a Atalanta, a eliminação dói pela magnitude do resultado, mas não apaga uma campanha europeia que foi, no geral, muito positiva. Gianluca Scamacca, que marcou nos dois jogos, e Charles De Ketelaere mostraram ter qualidade para competir ao mais alto nível. O trabalho de Gasperini, que continua a fazer a Atalanta jogar um futebol ambicioso e intenso apesar de não poder competir financeiramente com os gigantes, merece todo o respeito.

— Próximos Passos

Bayern defronta o Real Madrid nos quartos de final

O Bayern de Munique aguarda agora os quartos de final com a confiança de uma equipa que marcou dez golos em dois jogos. O sorteio colocou os bávaros frente ao Real Madrid — outro dos grandes favoritos ao título —, num duelo que promete ser a mais aguardada das eliminatórias desta fase. A primeira mão está marcada para 7 de Abril em Madrid, com a segunda a 15 de Abril na Allianz Arena. Dois dos maiores clubes da história da Champions League, frente a frente, numa eliminatória que poderá muito bem ditar quem levanta o troféu em Munique — cidade anfitriã da final de 2026 —, numa ironia geográfica que não passou despercebida a nenhum dos adeptos bávaros.

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Bayern München 4–1 Atalanta BC · Allianz Arena · 18 de Março de 2026 · UEFA Champions League, Oitavos de Final, 2.ª Mão · Agregado: 10–2

Bayern de Munique devasta a Atalanta com um agregado histórico de 10–2

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O futebol tem uma linguagem própria para descrever as noites em que um clube é simplesmente superior em tudo — na qualidade individual, na organização colectiva, na capacidade de pressão e na implacabilidade perante a baliza adversária. Esta eliminatória entre o Bayern de Munique e a Atalanta foi uma dessas raras ocasiões em que essa linguagem se esgota. Dez golos marcados, dois sofridos, 71% de posse na primeira mão, 25 remates em Bérgamo e quatro golos em Munique sem qualquer resposta nos primeiros 90 minutos: o Bayern de Munique não eliminou a Atalanta — destruiu-a, com uma metodicidade que faz lembrar as melhores máquinas de futebol que o clube bávaro alguma vez produziu.

Para a Atalanta, que chegou a estes oitavos de final depois de uma campanha de fase de grupos notável, a eliminatória representou um confronto com a realidade cruel do mais alto nível europeu. A equipa de Gian Piero Gasperini tem qualidade suficiente para competir com quase toda a gente na Europa — mas o Bayern, neste momento e nesta forma, não é quase toda a gente.

«71% de posse. 25 remates. 6 golos. E depois foi para Munique e fez mais 4. O Bayern não jogou futebol — praticou domínio total.»

Análise da Eliminatória

— Primeira Mão

Gewiss Stadium, 11 de Março — Atalanta 1–6 Bayern

A primeira mão, disputada no Gewiss Stadium em Bérgamo a 11 de Março, ficará registada como uma das exibições mais completas do Bayern de Munique na sua história recente na Champions League. Ao minuto 12, Harry Kane abriu o marcador com a frieza que o tornou no melhor marcador do mundo. Ao minuto 22, o segundo. Ao minuto 25, o terceiro — três golos em treze minutos no início de uma partida que estava, para todos os efeitos, decidida antes de meia hora ter sido disputada.

A Atalanta, encurralada numa pressão que não conseguia suportar, via o Bayern construir jogadas de uma fluidez admirável. Com 71% de posse e 25 remates ao longo do jogo, os bávaros demonstraram que a sua recuperação após uma fase de grupos irregular foi total. Jamal Musiala foi simplesmente outro nível: o jovem internacional alemão moveu-se entre as linhas da Atalanta com uma leveza e uma eficácia que nenhum defesa conseguiu travar. Serge Gnabry e Luis Díaz — a grande contratação do verão para Munique — completaram uma linha avançada de qualidade devastadora.

O Bayern chegou ao intervalo a vencer por 3–0, e a segunda parte foi mais do mesmo. Ao 52′, o quarto golo. Ao 64′, o quinto. Ao 67′, o sexto — a Atalanta ainda conseguiu reduzir ao minuto 90, num momento de orgulho tardio, mas o 1–6 final foi uma fotografia honesta de uma noite em que a diferença entre as duas equipas se revelou abissal.

— Segunda Mão

Allianz Arena, 18 de Março — Bayern 4–1 Atalanta

Se a primeira mão tinha sido um massacre em território italiano, a segunda mão na Allianz Arena confirmou que o Bayern de Munique não tem contemplações com os adversários, independentemente da vantagem que já detém. Com um agregado de 6–1 a favor antes do apito inicial, os bávaros podiam ter gerido com conforto os 90 minutos. Não o fizeram — e essa é a marca de uma equipa com verdadeiras ambições de título.

Ao minuto 25, Harry Kane abriu o marcador pela segunda vez na eliminatória, desta vez na Allianz Arena, num golo que confirmou o seu estatuto de melhor avançado do mundo nos grandes momentos. A segunda parte foi um exercício de imposição sistemática: aos 54′, o segundo golo; um minuto depois, ao 56′, o terceiro — dois golos em dois minutos que esvaziaram completamente qualquer tentativa de resistência italiana. Ao minuto 70, o quarto selou o 4–0 e abriu espaço para rotações na equipa bávara.

A Atalanta, que somou 14 remates ao longo do jogo num resultado que reflecte uma equipa que nunca desiste, conseguiu reduzir ao minuto 85 através de Scamacca, mas foi um resultado meramente estatístico. Com 66% de posse e mais 23 remates, o Bayern encerrou a eliminatória da mesma forma como a tinha aberto: com uma demonstração avassaladora de superioridade técnica e táctica que deixou a Atalanta sem argumentos.

«Kane marcou nas duas mãos. Musiala foi impossível de parar. A Allianz Arena viu o Bayern em modo de campeão europeu — e todos os quartos de final já sabem o que os espera.»

Análise Pós-Jogo


Segunda mão — Allianz Arena, 18 de Março

  • Ulreich, SvenGuarda-redes
  • Kimmich, JoshuaDefesa
  • Min-jae, KimDefesa
  • Tah, JonathanDefesa
  • Guerreiro, RaphaëlDefesa
  • Pavlovic, AleksandarMédio
  • Goretzka, LeonMédio
  • Bischof, TomMédio
  • Musiala, JamalMédio
  • Gnabry, SergeExtremo
  • Kane, HarryAvançado

  • Carnesecchi, MarcoGuarda-redes
  • Bellanova, RaoulDefesa
  • Scalvini, GiorgioDefesa
  • Hien, IsakDefesa
  • Djimsiti, BeratDefesa
  • Kossounou, OdilonDefesa
  • Pašalić, MarioMédio
  • Samardzic, LazarMédio
  • De Ketelaere, CharlesExtremo
  • Raspadori, GiacomoAvançado
  • Scamacca, GianlucaAvançado

Resultado Agregado · Oitavos de Final

Bayern München 10 — 2 Atalanta

Bayern de Munique qualifica-se para os quartos de final da UEFA Champions League 2025/26

1.ª Mão: Atalanta 1–6 Bayern · 2.ª Mão: Bayern 4–1 Atalanta

— Análise

O Bayern de regresso ao topo: Kane, Musiala e a máquina de Munique

Esta eliminatória confirmou o que muitos já começavam a suspeitar: o Bayern de Munique está de regresso ao estatuto de candidato principal ao título da Champions League. Depois de algumas épocas de instabilidade — mudanças de treinador, debates sobre o modelo de jogo, dificuldades na fase de grupos —, a equipa bávara parece ter encontrado a sua versão mais completa. O duo Harry Kane e Jamal Musiala é, neste momento, um dos mais temíveis de toda a competição.

Kane, com golos nas duas mãos, confirmou que a sua adaptação à Bundesliga foi total e que o seu rendimento na Champions não sofreu qualquer desconto comparativamente com o que mostrava em Inglaterra. Musiala, por sua vez, continua a ser o jogador mais difícil de marcar do futebol europeu quando está em dia — a sua capacidade de mudar de direção em espaços reduzidos e criar ângulos de finalização a partir do nada é simplesmente sem paralelo na sua geração. Luis Díaz, entretanto, adicionou uma dimensão de velocidade e imprevisibilidade que completa um ataque de qualidade excepcional.

Para a Atalanta, a eliminação dói pela magnitude do resultado, mas não apaga uma campanha europeia que foi, no geral, muito positiva. Gianluca Scamacca, que marcou nos dois jogos, e Charles De Ketelaere mostraram ter qualidade para competir ao mais alto nível. O trabalho de Gasperini, que continua a fazer a Atalanta jogar um futebol ambicioso e intenso apesar de não poder competir financeiramente com os gigantes, merece todo o respeito.

— Próximos Passos

Bayern defronta o Real Madrid nos quartos de final

O Bayern de Munique aguarda agora os quartos de final com a confiança de uma equipa que marcou dez golos em dois jogos. O sorteio colocou os bávaros frente ao Real Madrid — outro dos grandes favoritos ao título —, num duelo que promete ser a mais aguardada das eliminatórias desta fase. A primeira mão está marcada para 7 de Abril em Madrid, com a segunda a 15 de Abril na Allianz Arena. Dois dos maiores clubes da história da Champions League, frente a frente, numa eliminatória que poderá muito bem ditar quem levanta o troféu em Munique — cidade anfitriã da final de 2026 —, numa ironia geográfica que não passou despercebida a nenhum dos adeptos bávaros.

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Bayern München 4–1 Atalanta BC · Allianz Arena · 18 de Março de 2026 · UEFA Champions League, Oitavos de Final, 2.ª Mão · Agregado: 10–2

Anfield ruge: Liverpool destrói o Galatasaray com quatro golos e vira a eliminatória

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Há eliminatórias que começam errado e terminam certo. A que o Liverpool protagonizou frente ao Galatasaray é um exemplo perfeito dessa narrativa. Derrotados por 1–0 em Istanbul numa noite em que o adversário mostrou toda a intensidade e organização defensiva que caracteriza as grandes noites dos clubes turcos em competições europeias, os reds de Arne Slot regressaram a Anfield com uma desvantagem que, apesar de mínima, exigia uma resposta clara. A resposta chegou em forma de dilúvio: quatro golos, 28 remates, 16 enquadrados, e um Galatasaray que saiu de Anfield com apenas dois remates totais num jogo que ficará na memória como uma das mais completas exibições do Liverpool na Champions League desta temporada.

O agregado final — 4–1 a favor dos reds — não reflecte a diferença de qualidade que o Liverpool demonstrou ao longo da eliminatória, mas reflecte com exactidão o que aconteceu na segunda mão: um domínio tão esmagador que o Galatasaray, que chegou a Anfield com a vantagem do golo fora de casa, acabou a segunda parte a sofrer quatro golos consecutivos sem conseguir sequer ameaçar a baliza adversária. Mohamed Salah foi o grande protagonista de uma noite onde Anfield relembrou ao resto da Europa porque é um dos estádios mais temidos do futebol continental.

«O Galatasaray fez apenas dois remates em toda a segunda mão. O Liverpool fez vinte e oito. Este é o abismo que existe entre as duas equipas quando os reds jogam a sério em Anfield.»

Análise da Eliminatória

— Primeira Mão

RAMS Park, 11 de Março — Galatasaray 1–0 Liverpool

A primeira mão, disputada no RAMS Park em Istanbul a 11 de Março, foi uma daquelas noites que o futebol europeu guarda na memória como lembrança de que as eliminatórias raramente seguem o guião esperado. O Galatasaray — que chegou a estes oitavos de final num percurso admirável, tornando-se o primeiro clube turco a alcançar esta fase da Champions League no formato renovado — recebeu o Liverpool com uma intensidade e um apoio dos seus adeptos que a equipa soube transformar em combustível competitivo.

Logo ao minuto 7, num golo que silenciou os poucos adeptos visitantes presentes no estádio, o Galatasaray inaugurou o marcador e instalou uma organização defensiva de tirar o fôlego ao longo dos restantes 83 minutos. O Liverpool, que terminou o jogo com 50% de posse mas acabou por acumular quatro cartões amarelos — sintoma da frustração crescente —, não conseguiu furar uma defesa turca que defendeu com onze homens e com uma disciplina táctica que Okan Buruk, o treinador do clube de Istanbul, soube implementar com perfeição.

Ilkay Gündogan, o médio alemão que continua a ter uma carreira europeia de topo, foi o cérebro do Galatasaray numa noite em que Mauro Icardi — sem o brilho dos seus melhores anos —, Leroy Sané — que trocou o Bayern de Munique pelo clube turco no verão — e Roland Sallai criaram perigo suficiente para manter o Liverpool permanentemente preocupado. O resultado final de 1–0 deu ao Galatasaray uma vantagem histórica que o clube procurou defender com tudo na segunda mão.

— Segunda Mão

Anfield, 18 de Março — Liverpool 4–0 Galatasaray

A segunda mão em Anfield foi um aviso desde os primeiros minutos: o Liverpool entrou em campo como uma equipa diferente da que tinha pisado o RAMS Park uma semana antes. Com Florian Wirtz — o médio alemão contratado no verão que tem sido o grande destaque da temporada dos reds — a controlar o jogo desde a primeira jogada, e com Mohamed Salah a exibir a ferocidade dos seus melhores dias, a questão nunca foi se o Liverpool passaria, mas por quantos golos.

O primeiro golo chegou ao minuto 25, num momento em que Anfield explodia após uma série de oportunidades desperdiçadas. O Galatasaray, que tinha chegado a Liverpool confiante na sua organização defensiva, viu-se rapidamente encostado na própria área, incapaz de sair a jogar com a pressão dos reds a impedir qualquer construção. Ao intervalo, o marcador era de 1–0, mas a intensidade do Liverpool sugeria que o resultado estava longe de refletir a dominância total dos anfitriões.

A segunda parte foi devastadora. Dois golos em dois minutos — ao 51′ e ao 53′ — transformaram o jogo num passeio e colocaram o Liverpool numa vantagem confortável tanto na partida como no agregado. Ao minuto 62, o quarto golo completou uma exibição que os números descrevem com toda a brutalidade necessária: 28 remates contra apenas 2 do Galatasaray, 16 enquadrados contra 1, e quatro lesões sofridas pelo adversário ao longo da noite que revelam a pressão física a que a equipa turca foi sujeita. Anfield em modo de Champion’s Night é um dos espectáculos mais intimidantes do futebol europeu — e o Galatasaray sentiu isso na pele.

«Wirtz orquestrou, Salah decidiu, Ekitike pressionou sem parar. Este Liverpool com Anfield a apoiar é uma das forças mais difíceis de travar em toda a Europa.»

Análise Pós-Jogo

— Onzes Iniciais

Segunda mão — Anfield, 18 de Março

  • AlissonGuarda-redes
  • Frimpong, JeremieDefesa
  • Konaté, IbrahimaDefesa
  • Van Dijk, VirgilDefesa
  • Robertson, AndyDefesa
  • Jones, CurtisMédio
  • Szoboszlai, DominikMédio
  • Wirtz, FlorianMédio
  • Salah, MohamedExtremo
  • Ekitike, HugoAvançado
  • Chiesa, FedericoExtremo

  • Çakir, UgurcanGuarda-redes
  • Singo, WilfriedDefesa
  • Bardakçi, AbdülkerimDefesa
  • Elmali, Evren ErenDefesa
  • Lemina, MarioMédio
  • Torreira, LucasMédio
  • Sané, LeroyExtremo
  • Asprilla, YaserExtremo
  • Lang, NoaExtremo
  • Sallai, RolandExtremo
  • Icardi, MauroAvançado

Resultado Agregado · Oitavos de Final

Liverpool FC 4 — 1 Galatasaray

Liverpool FC qualifica-se para os quartos de final da UEFA Champions League 2025/26

1.ª Mão: Galatasaray 1–0 Liverpool · 2.ª Mão: Liverpool 4–0 Galatasaray

— Análise

O Liverpool de Slot: Wirtz, Salah e a ressurreição de Anfield

Esta eliminatória revelou duas faces distintas do Liverpool de Arne Slot. Em Istanbul, uma equipa que lutou, se agitou mas não conseguiu furar o bloco defensivo turco, acumulando cartões amarelos por frustração e regressando a casa com uma desvantagem que nunca deveria ter acontecido. Em Anfield, uma equipa completamente diferente — afiada, rápida, implacável, com 28 remates e um adversário reduzido a dois remates em toda a partida. A diferença entre as duas exibições é a prova de que Anfield continua a ser um factor decisivo para o Liverpool nas noites europeias.

Florian Wirtz, contratado ao Bayer Leverkusen no verão, continua a ser a melhor contratação da época no futebol europeu. O alemão, com a sua capacidade de criar espaços onde aparentemente não existe nenhum, deu ao Liverpool uma dimensão criativa que a equipa não tinha há anos. Ao seu lado, Mohamed Salah — que chegou aos oitavos com rumores sobre a continuidade no clube — respondeu com uma exibição de qualidade que confirmou que, enquanto o egípcio estiver em Liverpool, os reds terão sempre um argumento de peso para qualquer adversário.

O Galatasaray, por sua vez, pode sair de cabeça erguida. Ser o primeiro clube turco a chegar aos oitavos de final da Champions League no novo formato e ter vencido em casa contra o Liverpool são conquistas de que o clube de Istanbul pode orgulhar-se. A campanha europeia desta temporada marcou um ponto de viragem para o futebol turco na cena continental.

— Próximos Passos

Quartos de final: Liverpool defronta o PSG em Abril

A recompensa pela passagem é um duelo de enorme prestígio nos quartos de final: o Liverpool enfrentará o Paris Saint-Germain — que eliminou o Chelsea de forma devastadora com um agregado de 8–2 —, numa eliminatória que se perfila como uma das mais equilibradas e mais emocionantes desta fase da competição. A primeira mão está marcada para 8 de Abril, em Paris, com a segunda a 14 de Abril em Anfield. O Liverpool terá o vantagem de jogar a segunda mão em casa, e Anfield, depois desta exibição de força contra o Galatasaray, transforma-se numa arma de enorme valor para os reds.

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Liverpool FC 4–0 Galatasaray · Anfield · 18 de Março de 2026 · UEFA Champions League, Oitavos de Final, 2.ª Mão · Agregado: 4–1

Os Guerreiros Ressuscitam na Pedreira e Conquistam os Quartos da Liga Europa

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Braga impõe uma goleada histórica ao Ferencváros (4-0), desfazendo a desvantagem húngara de dois golos e garantindo a quarta presença nos «quartos» da competição. Ricardo Horta, capitão e herói, bisou numa noite inesquecível.

A Pedreira rugiu como raramente se viu. Durante 90 minutos — dos quais bastaram apenas 34 para virar a eliminatória — o Sporting de Braga desmentiu todos os prognósticos pessimistas, derrubou o sólido Ferencváros húngaro por 4-0 e garantiu uma presença histórica nos quartos-de-final da Liga Europa pela quarta vez na história do clube. Uma noite que ficará gravada na memória colectiva dos adeptos minhotos.

A missão parecia hercúlea. Uma semana antes, em Budapeste, os guerreiros do Minho tinham saído derrotados por 2-0 do Groupama Arena, num encontro em que a eficácia húngara — traduzida em golos de Gabi Kanichowsky e Lenny Joseph — castigara duramente uma equipa que dominou o jogo mas que falhou onde mais conta: frente à baliza contrária. O regresso a casa, portanto, exigia não apenas uma vitória, mas uma vitória por três golos de diferença sem sofrer qualquer remate nos aposentos da própria rede.

Carlos Vicens apostou numa equipa renovada em relação à primeira mão, recuperando Víctor Gómez, que cumprira castigo em Budapeste, e promovendo Gorby e Gabri Martínez ao onze inicial. A resposta foi imediata, visceral, de uma intensidade raramente vista no futebol europeu.

Uma Primeira Parte de Antologia

O guião desta noite começou a ser escrito ao minuto 11. Pau Víctor rasgou a defesa magiar com um passe cirúrgico para Rodrigo Zalazar, que se infiltrou pelo corredor direito e serviu Ricardo Horta ao segundo poste com precisão de cirurgião. O capitão, que atravessa a melhor fase da carreira, não desperdiçou e inaugurou o marcador com a frieza de quem sabe o momento que está a viver.

Antes que os húngaros assimilassem o primeiro golpe, chegou o segundo. Aos 15 minutos, Zalazar voltou a aparecer nas contas do jogo com um cruzamento para a área. A defesa do Ferencváros afastou de forma deficiente, e a bola sobrou na entrada da área para Florian Grillitsch, que rematou com potência e colocação para fuzilar a baliza de Dávid Gróf. Em menos de um quarto de hora, o empate agregado estava feito e o estádio em êxtase.

«Estávamos preparados para fazer um jogo melhor do que o da semana passada, mantendo um equilíbrio emocional muito alto.»

Carlos Vicens · Treinador do Sporting de Braga

O Ferencváros, subitamente privado da vantagem que protegia com tanto cuidado, tentou reorganizar-se. Mas Braga não deu espaço nem tempo para respirar. Aos 34 minutos chegou o golo que valeu a viragem no marcador agregado: Pau Víctor encontrou espaço nas costas da defesa húngara, serviu com mestria e Gabri Martínez, o médio espanhol, apareceu no sítio certo para finalizar no canto oposto com uma frieza desconcertante. Em 34 minutos, a eliminatória estava virada. O sonho tornou-se realidade antes do intervalo.

Marcadores da Noite

11′ Ricardo Horta
Assist: R. Zalazar

15′ Florian Grillitsch
Assist: R. Zalazar

34′ Gabri Martínez
Assist: Pau Víctor

53′ Ricardo Horta (2.º)
Assist: F. Grillitsch

Segunda Parte de Gestão e Classe

Se a primeira parte foi de tempestade, a segunda foi a serenidade de quem sabe ter a eliminatória nas mãos. Ainda assim, aos 53 minutos, Braga voltou a golpear. Numa jogada colectiva de rara beleza, a bola passou por várias mãos até chegar a Grillitsch, que cruzou da direita para o coração da área, onde Ricardo Horta surgiu em jeito para rematar de primeira e assinar o seu bis. Um golo belo, de autor, que fez levantar a Pedreira em uníssono.

O Ferencváros, encolhido e sem argumentos, apenas teve um momento de reacção assinalável, perto da hora de jogo, quando Júlio Romão desfechou um remate poderoso de fora de área que obrigou Lukas Hornicek a uma defesa de enorme qualidade. Fora isso, o guarda-redes checo ficou longe de ser o protagonista que habitualmente é nas noites europeias do Braga.

Carlos Vicens aproveitou o conforto no marcador para gerir o esforço dos seus, promovendo entradas de João Moutinho, Mário Dorgeles e Gabriel Moscardo. O veterano internacional português, que começou no banco, entrou num ambiente festivo e ajudou a controlar o ritmo de um jogo que estava, há muito, decidido.

Um Clube na História

Com este apuramento, o Sporting de Braga atinge pela quarta vez na sua história os quartos-de-final da Liga Europa — depois das presenças em 2010/11 (quando chegou à final em Dublin, perdendo para o FC Porto), 2015/16 e 2021/22. Uma marca de consistência europeia notável para um clube da dimensão dos bracarenses, que confirmam também um encaixe financeiro de 2,5 milhões de euros associado ao apuramento.

Na próxima ronda, os minhotos aguardam pelo vencedor do duelo entre o Panathinaikos e o Real Bétis. Os gregos chegam com uma vantagem de 1-0 da primeira mão, com o segundo jogo marcado para quinta-feira, em Sevilha. Seja qual for o adversário, o Braga entra em cena como uma equipa capaz de tudo — como esta quarta-feira ficou definitivamente provado.

A Pedreira fez história. E os adeptos bracarenses, de pé até ao fim, sabem que podem sonhar ainda mais alto.

Freiburg Assalta os Quartos da Liga Europa com uma Goleada Histórica sobre o Genk

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Com cinco golos de antologia no Europa-Park Stadion, o SC Freiburg apaga a derrota na Bélgica e torna-se, pela primeira vez em toda a sua história europeia, presença nos quartos-de-final da Liga Europa. Vincenzo Grifo torna-se o melhor marcador de sempre do clube com o seu 106.º golo.

Havia uma dívida por saldar. Uma semana antes, na fria Genk, o SC Freiburg regressara à Floresta Negra com uma derrota por 1-0 no bolso e a certeza de que a remontada seria possível — mas improvável para quem tem o historial europeu mais modesto entre os oito últimos sobreviventes da Liga Europa. Esta quinta-feira, o Europa-Park Stadion pediu emprestado ao teatro clássico o seu melhor argumento e entregou ao futebol alemão uma noite que tardará a esquecer.

Julian Schuster apostou numa equipa compacta, confiante e com liberdade para atacar desde o início. O plano era claro: pressão alta, transições rápidas e, acima de tudo, um golo cedo que desse ao público — e aos jogadores — a convicção de que a viagem era possível. O guião demorou apenas 19 minutos a começar a ser escrito.

Ginter e Matanovic Enterram o Genk no Primeiro Quarto de Hora

Numa cobrança de livre executada por Vincenzo Grifo com a precisão habitual, Matthias Ginter surgiu no segundo poste para cabecear e colocar o Freiburg em vantagem. O veterano defesa austríaco, que na primeira mão estivera perto de ser forçado a abandonar o relvado após uma carga perigosa do guarda-redes Tobias Lawal, fez a sua melhor jogada europeia ao serviço do clube germânico. O agregado estava empatado.

Seis minutos depois, antes de qualquer resposta do Genk, o Freiburg sacudiu o mundo. Após um remate desviado de Yuito Suzuki, Ginter surgiu de novo na área a fazer de assistente — cruzou de cabeça para Igor Matanovic, que concluiu à queima-roupa sem hipótese para Lawal. Dois a zero. Agregado favorável ao Freiburg pela primeira vez em toda a eliminatória.

«Estamos a fazer história pelo clube. Hoje a equipa mostrou uma mentalidade e uma qualidade que ninguém esperava desta formação.»

Julian Schuster · Treinador do SC Freiburg

O Genk belga, acostumado a decidir eliminatórias europeias com a solidez da Cegeka Arena nas costas, deixou-se surpreender. Os homens de Wouter Vrancken mostraram sinais de instabilidade defensiva, mas ainda assim conseguiram reduzir antes do intervalo. Aos 39 minutos, Konstantinos Karetsas rematou na trave e Matte Smets, o defesa belga que mais se tinha destacado em Genk, atirou para o golo no ressalto. O marcador foi reposto no 2-1, com o agregado empatado a dois. A incerteza voltou ao Estádio.

Segunda Parte de Pura Dominação

O intervalo não apagou o fogo dos anfitriões — antes o reacendeu. O Freiburg regressou com a mesma intensidade e, aos 53 minutos, o jogo foi definitivamente sentenciado. Numa das acções mais celebradas da noite, Grifo aproveitou um passe errado de Smets para o guarda-redes, interceptou a bola e finalizou com sangue-frio. Um golo que custou caro ao Genk e que valeu uma página de história ao Freiburg: era o 106.º golo de Vincenzo Grifo com a camisola vermelha e branca, tornando-o assim o melhor marcador de toda a história do clube, ultrapassando o mítico Nils Petersen.

Com o agregado desfeito e a passagem praticamente garantida, o Freiburg não abrandou. Aos 57 minutos, Yuito Suzuki, o japonês de pés rápidos que se tornara numa das surpresas da temporada, recebeu um passe de Manzambi, cortou para o interior e rematou forte para o quarto golo. O Europa-Park Stadion estava em delírio.

O quinto e último golo, que selou uma noite de gala, chegou aos 79 minutos. Maximilian Eggestein, médio que cresce de jogo para jogo nesta temporada europeia, fechou a goleada num remate que cruzou todas as linhas do Genk com elegância e precisão. Resultado final: 5-1. Agregado: 5-2. Uma viagem histórica continuava.

 

Um Clube que Nunca Tinha Chegado Tão Longe

O SC Freiburg é um dos clubes mais queridos da Bundesliga, conhecido pela fidelidade ao seu modelo de formação e à sua filosofia de jogo estruturado e colectivo. Mas a Europa sempre fora um território de exploração discreta. Eliminar o KRC Genk desta forma — e chegar a uns quartos-de-final inéditos na sua história — representa um salto qualitativo que vai muito além do desporto.

Feito Histórico — Primeira Vez nos Quartos da Liga Europa

O SC Freiburg disputa pela primeira vez na sua história os quartos-de-final da Liga Europa, tornando-se a quinta equipa alemã diferente a atingir esta fase da competição. Vincenzo Grifo, com o seu 106.º golo pelo clube, é agora o maior marcador de sempre de uma instituição fundada em 1904 que chegou a este momento europeu como nunca antes.

A eliminatória também ficou marcada pela extraordinária resiliência após a primeira mão. Em Genk, o Freiburg sofreu, viu Jan-Niklas Beste sair lesionado com um cotovelo na órbita ocular, e perdeu por 1-0 com um golo de Zakaria El Ouahdi, num jogo em que inclusive um golo de Manzambi foi anulado por fora-de-jogo. A forma como a equipa de Schuster guardou a raiva, canalizou a determinação e deu uma resposta desta dimensão diz muito sobre o colectivo que foi construído.

Nos quartos-de-final, o Freiburg aguarda agora o vencedor do duelo entre o Nottingham Forest e o Midtjylland dinamarquês. Os ingleses chegam com uma vantagem mínima da primeira mão, mas a lição desta noite é que, em futebol europeu, tudo pode mudar numa semana — e num único jogo.

Supertaça Mário Coluna: Black Bulls e Songo frente a frente pela glória da nova época

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A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) confirmou que a Supertaça Mário Esteves Coluna Jogabets, que abre a época futebolística nacional 2025–2026, se disputará na Lalgy Arena, em Maputo, este sábado, dia 21 de Março, a partir das 18h30. A mudança de palco, inicialmente previsto para o estádio do Ferroviário da Beira, na capital da província de Sofala, foi decidida em resposta ao pedido conjunto das duas equipas intervenientes, que alegaram os elevados custos logísticos associados à deslocação e ao alojamento fora da capital.

Do lado dos “touros”, a Associação Black Bulls chega a esta final depois de uma pré-época a disputar a Liga Jogabets em Tchumene, o que lhes conferiu ritmo competitivo e alguma vantagem de preparação face ao adversário. A formação treinada aposta na continuidade do seu bloco, embora tenha sentido a perda de alguns elementos, nomeadamente Nené, um dos esteios do meio-campo, que reconheceu a necessidade de a equipa permanecer concentrada até ao apito final, recordando a derrota frente ao Ferroviário de Maputo na Supertaça de 2025.

“A equipa precisa de estar atenta durante os noventa minutos — um descuido pode decidir o troféu.”

— Fonte próxima do plantel da Black Bulls

Já os “hidroeléctricos” da União Desportiva do Songo chegam a Maputo depois de um estágio realizado na vizinha África do Sul, onde trabalharam a fundo a preparação física e táctica. A equipa, treinada por Daúde Razaque, parte como favorita, sustentada pelo Moçambola 2025 conquistado com grande autoridade — 18 vitórias em 21 partidas — e mantendo intacta a espinha dorsal do grupo campeão. O Songo dispensou cinco jogadores da época passada, entre eles a sua maior estrela, Luís Miquissone, transferido para a Líbia, mas reforçou o plantel com nomes como Melven, proveniente do Ferroviário da Beira, o médio Shaquile Nangy, que representou o Sagrada Esperança de Angola, e três reforços senegaleses: Christian, Johnson e Mame.

Esta será a quinta final de Supertaça para a União Desportiva do Songo, que conta apenas com um título da prova, conquistado em 2023 diante do Ferroviário da Beira, por 2-1. Os “hydroeléctricos” querem igualar a Black Bulls na contagem histórica, que soma dois ceptros, obtidos em 2022 e 2024. No banco de árbitros, Simões Guambe foi designado para apitar o encontro, sendo auxiliado por Zacarias Baloi e Venestâcio Cossa, com Joana Guambe a desempenhar as funções de quarto árbitro.

A Lalgy Arena viveu esta semana um fervilhar de preparativos. Será a primeira vez que o recinto recebe um jogo oficial no período nocturno, uma novidade que promete dar um ambiente especial à abertura da temporada. Os bilhetes esgotaram com antecedência nas zonas de venda oficial, e esperam-se largas centenas de adeptos das duas bancadas a encher as arquibancadas do complexo de Tchumene para assistir a um duelo que, além do troféu, servirá de referência para o início do campeonato.


O historial recente entre as duas formações alimenta ainda mais a expectativa. Ao longo da época 2025 do Moçambola, os “hidroeléctricos” dominaram claramente os “touros”, incluindo uma goleada expressiva por 4-0 em Cahora Bassa na primeira volta, e uma vitória nos penaltis (5-4) na Taça de Moçambique. Porém, as finais têm lógica própria, e a Black Bulls sabe que, com motivação acrescida, é capaz de inverter o recente desequilíbrio entre as duas equipas.

“Esta é a oportunidade de começarmos a temporada com o troféu que merecem os adeptos.”

— Fonte do departamento técnico da UD Songo

A Supertaça Mário Esteves Coluna homenageia a lenda luso-moçambicana do futebol, antigo jogador do Sport Lisboa e Benfica, que representou Portugal no Mundial de 1966, tendo sido uma das figuras centrais do chamado “Glorioso” de Eusébio. O torneio, que junta o campeão nacional ao vencedor da Taça de Moçambique, é historicamente liderado pelo Costa do Sol, com 11 títulos, seguido pelo Ferroviário de Maputo, detentor do troféu, com oito conquistas. A Liga Desportiva de Maputo fecha o pódio histórico com três Supertaças.

Supertaça Black Bulls UD Songo Futebol Moçambicano Lalgy Arena Mário Coluna

Forest ressuscita nos penáltis e avança aos quartos-de-final pela primeira vez em 30 anos

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O Nottingham Forest eliminou o FC Midtjylland na MCH Arena após uma noite dramática que se decidiu nas grandes penalidades, com os dinamarqueses a desperdiçarem os três pontapés da série.

 

Liga Europa UEFA · Oitavos de Final · 2.ª Mão

 

FC Midtjylland 1 – 2 Nottingham Forest

Agg: 2–2

Penáltis: 0–3







Min. Marcador Equipa Assistência
41′ Nicolás Domínguez Nottingham Forest Dilane Bakwa / Milenkovic
52′ Ryan Yates Nottingham Forest James McAtee
69′ Martin Erlic FC Midtjylland

⚽ Grandes Penalidades

Midtjylland – Cho Gue-sung✗ Poste

Forest – Morgan Gibbs-White✓ Golo

Midtjylland – Aral Şimşir✗ Poste

Forest – Ibrahim Sangaré✓ Golo

Midtjylland – Edward Chilufya✗ Falhado (escorregou)

Forest – Neco Williams✓ Golo

Herning acordou esta quinta-feira à noite com um grito de alívio e incredulidade vindo de longe — o rugido dos adeptos do Nottingham Forest a celebrar o regresso do clube ao último oito da Liga Europa pela primeira vez em três décadas. Numa noite que pareceu destinar-se ao colapso, os «Tricky Trees» arrancaram uma qualificação épica da MCH Arena após uma série de penáltis que castigou impiedosamente os erros dinamarqueses.

O Nottingham Forest chegou a Herning com a pesada herança de um golo de desvantagem do primeiro jogo, disputado em Nottingham na semana anterior, onde Cho Gue-sung — a entrar como suplente — tinha selado a derrota dos ingleses com uma cabeçada tardia. Para agravar o cenário, o treinador Vítor Pereira realizou nove alterações ao onze inicial face ao empate a zeros com o Fulham, optando claramente por rodar o plantel tendo em vista o confronto decisivo da Premier League contra o Tottenham no domingo seguinte. A decisão gerou controvérsia, mas o português garantiu ter um grupo «suficientemente forte» para a missão europeia.

«Éramos capazes de fazer isto. Não estávamos bem ultimamente, mas esta noite mostrámos carácter e qualidade. Estes jogadores merecem este momento.»— Vítor Pereira, treinador do Nottingham Forest

✦ ✦ ✦

O início foi promissor para os visitantes. Apesar da missão difícil, o Forest instalou-se no meio-campo dinamarquês com uma intensidade que surpreendeu os donos da casa. A primeira grande oportunidade surgiu ainda na primeira meia hora, quando James McAtee encontrou Ryan Yates com um passe curvilíneo de enorme qualidade — o médio acertou no poste. Philip Billing ainda afastou outra tentativa da linha de golo antes que o intervalo chegasse, mas o Forest continuava a empurrar.

O golo que a equipa de Vítor Pereira precisava chegou precisamente antes do descanso, num lance de leitura táctica apurada. Dilane Bakwa — um dos jogadores que beneficiou da rotação do treinador — cruzou com qualidade para Nikola Milenkovic, que cabeceou de volta para Nicolás Domínguez finalizar com elegância por cima do guardião Elias Rafn Ólafsson. O argentino, raramente em evidência nesta temporada, fez o golo mais importante da sua estadia em Inglaterra.

O segundo golo ainda antes da hora de jogo foi o que transformou a noite definitivamente. McAtee, novamente em destaque, envolveu a defesa e serviu Yates — o médio atirou de fora da área com uma potência feroz, deixando Ólafsson sem qualquer hipótese. O Forest liderava pelo agregado pela primeira vez em todo o confronto.

✦ ✦ ✦

O Midtjylland, que entrara no jogo invicto em casa na liga europeia com apenas um golo sofrido em quatro partidas, reagiu do ponto mais inesperado. Aos 69 minutos, um cruzamento rasteiro ricocheteou dentro da área e encontrou o defesa esloveno Martin Erlic em posição privilegiada para rematar sem hesitação. O empate no marcador devolveu a vantagem aos dinamarqueses no cômputo global, abrindo de novo a ferida numa noite de montanha russa emocional.

Vítor Pereira lançou então os seus trunfos: Murillo, Ola Aina e Morgan Gibbs-White entraram ao mesmo tempo para injetar qualidade e frescura. O Forest voltou a pressionar, e Gibbs-White obrigou Ólafsson a nova defesa de qualidade. Do outro lado, o avançado sul-coreano Cho Gue-sung, autor do golo decisivo na primeira mão, ficou a centímetros de repetir o feito, mas Stefan Ortega espalhou-se de forma providencial numa saída rápida que impediu o golo num momento de puro instinto de guarda-redes.

Com o agregado empatado a dois, o prolongamento era inevitável. O tempo extra não produziu golos, apesar de Lorenzo Lucca e Yates terem visto tentativas anuladas por fora-de-jogo em momentos diferentes. A decisão cabia agora às grandes penalidades.

✦ ✦ ✦

O que se seguiu foi um teatro de nervos e tragédia dinamarquesa. Cho Gue-sung, o herói da primeira mão, abriu a série para o Midtjylland — e acertou no poste. Gibbs-White converteu para o Forest com serenidade. Aral Şimşir falhou o segundo pontapé dinamarquês, também no poste. Sangaré manteve o pleno inglês. Edward Chilufya, visualmente tranquilo, escorregou no momento do remate e enviou a bola ao lado. Neco Williams completou a execução perfeita dos visitantes, e a qualificação estava consumada num 3–0 que não deixou qualquer margem para discussão.

«Não sei como aconteceu desta forma, mas o futebol tem estas noites. Quando a bola bate no poste três vezes seguidas, não é só azar — o destino escolheu um lado.»— Bo Henriksen, treinador do FC Midtjylland

Para os adeptos do Nottingham Forest, que viram o clube ser eliminado nesta mesma fase pela última vez há décadas, a celebração foi de pura catarse. Uma equipa a lutar pela sobrevivência na Premier League — a apenas um ponto da zona de despromoção — encontrou na Europa o alento que a liga doméstica tinha falhado em proporcionar. O próximo adversário será o vencedor do confronto entre o VfB Stuttgart e o FC Porto, um encontro que promete elevar o Forest a patamares que poucos imaginavam possíveis no início da época.

Ficha Técnica

  • Competição:Liga Europa UEFA 2025/26 — Oitavos de Final (2.ª Mão)
  • Data:19 de Março de 2026
  • Local:MCH Arena, Herning, Dinamarca
  • Resultado:FC Midtjylland 1–2 Nottingham Forest (ap.)
  • Penáltis:Midtjylland 0–3 Forest
  • Agregado:2–2 (Forest qualificado)
  • Próxima fase:Stuttgart ou FC Porto (Quartos-de-Final)

Ausências de Relevo

  • Midtjylland:Franculino (lesão joelho — 21 golos na época), Mikel Gogorza (lesão)
  • Forest:Jair Cunha (pé), Stefan Ortega (gémeo — em campo), Chris Wood (joelho), John Victor (joelho), Willy Boly (joelho), Nicolo Savona (joelho), Luca Netz (inelegível)

Betis vira eliminatória com goleada histórica e despacha Panathinaikos com autoridade

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O Real Betis anulou a desvantagem de um golo da primeira mão e eliminou o Panathinaikos de Rafael Benítez com uma goleada por 4–0 na Cartuja, alcançando os quartos-de-final da Liga Europa de forma categórica e impressionante.

 

Liga Europa UEFA · Oitavos de Final · 2.ª Mão

Real Betis 4 – 0 Panathinaikos

 

Resultado Final

 

Agg: 4–1 · Betis Qualificado








Min. Marcador Equipa Assistência
8′ Aitor Ruibal Real Betis Ressalto após remate de Cucho Hernández
?’ Juan Camilo «Cucho» Hernández Real Betis
?’ Antony Real Betis
~45’+ Sofyan Amrabat Real Betis Remate improvável da área própria

🟥🟨 Disciplina

  •  Vicente Taborda (Panathinaikos) — Amarelo, 19′
  •  Anass Zaroury (Real Betis) — 2.º Amarelo / Vermelho, 1.ª mão
  •  Diego Llorente (Real Betis) — Vermelho / Grande Penalidade concedida, 1.ª mão

Sevilha transformou-se esta quinta-feira à noite num palco de ressurreição verde e branca. O Real Betis, que chegava à Cartuja com a pesada desvantagem de um golo sofrido na primeira mão em Atenas, respondeu com uma das exibições europeias mais completas da sua história recente, goleando o Panathinaikos por 4–0 e garantindo um lugar nos quartos-de-final da Liga Europa com uma autoridade que silenciou todas as dúvidas.

O contexto era adverso para os andaluzes de Manuel Pellegrini. Na semana anterior, em Atenas, o Panathinaikos — treinado pelo veterano Rafael Benítez — tinha conquistado uma vitória por 1–0 graças a um penálti tardio convertido por Vicente Taborda no minuto 88, na sequência de uma expulsão polémica de Diego Llorente. O ambiente no Estadio de la Cartuja, emprestado pela selecção espanhola enquanto o Benito Villamarín passa por obras de renovação, prometia pressão máxima sobre um Betis que acumulava já cinco jogos sem vencer em todas as competições.

«Esta equipa sabe sofrer e sabe lutar. Hoje mostrámos ao mundo inteiro o que é o Real Betis quando acredita em si próprio.»— Manuel Pellegrini, treinador do Real Betis

✦ ✦ ✦

O início foi um furacão verdiblanco. Ao terceiro minuto, Ez Abde já tinha isolado Juan Camilo «Cucho» Hernández com um passe rasante — o colombiano cabeceou mas errou o alvo. A promessa estava lançada. Cinco minutos depois, ao oitavo minuto, chegou o golo que valeu o empate no agregado e acendeu definitivamente a Cartuja: Cucho Hernández rematou com potência, a bola ressaltou no poste e Aitor Ruibal, incansável no flanco direito durante toda a época, estava no sítio certo para empurrar para a baliza de Alban Lafont. O guardião francês, emprestado pelo Nantes, não tinha qualquer hipótese de reacção.

Pellegrini tinha seleccionado uma equipa ofensiva, confiando em Pablo Fornals para distribuir jogo no centro e em Antony — o ex-avançado do Manchester United, em renasce pleno nesta temporada em Sevilha — para criar desequilíbrios pela esquerda. O Panathinaikos, que chegou a Espanha esperando anular as investidas do adversário com um bloco compacto assente numa estrutura defensiva de três centrais, viu os seus planos ser sistematicamente desmontados pela mobilidade e velocidade dos atacantes béticos.

O segundo golo, assinado por Cucho Hernández, foi o que selou definitivamente a reviravolta no cômputo global. O internacional colombiano, cedido pelo Columbus Crew, tem sido uma das revelações desta campanha europeia de Betis, e correspondeu mais uma vez com uma finalização de alta qualidade dentro da área grega. O Panathinaikos, que cometera o erro de não criar volume ofensivo suficiente para ameaçar Rui Silva — o guardião português dos andaluzes — pagou caro pela passividade.

✦ ✦ ✦

O golo mais improvável da noite coube a Sofyan Amrabat. O médio marroquino, titular em detrimento de Marc Roca, decidiu tentar a sorte com um remate de fora de área — praticamente desde a linha do meio-campo — e a bola sofreu um ressalto bizarro no relvado antes de entrar pela baliza de Lafont. Foi o terceiro golo antes do intervalo, transformando uma primeira parte que já tinha sido dominante numa actuação de antologia para os arquivos do clube.

«Não esperávamos este início. Perdemos a organização muito cedo e o Betis foi implacável. Parabéns a eles — foram superiores esta noite.»— Rafael Benítez, treinador do Panathinaikos

Na segunda parte, Manuel Pellegrini rodou o plantel sem alterar o ritmo ou a intensidade. Antony, que ao longo da época tem frequentemente mostrado a sua qualidade técnica individual na Liga Europa, fechou a contagem com um golo que coroou uma exibição pessoal de luxo. O ex-Ajax e ex-United, que nunca conseguiu impor-se em Inglaterra, parece ter encontrado no calor de Sevilha o ambiente propício para voltar a ser o jogador que encantou a Europa pela última vez com a camisola do Ajax.

O Panathinaikos, que havia chegado aos oitavos-de-final de forma heroica — eliminando o Viktoria Plzeň após dois empates e uma série de penáltis ganha por 4–3 —, despede-se da Liga Europa sem conseguir replicar a solidez defensiva mostrada em Atenas. A equipa de Benítez terminou o jogo com várias faltas e cartões, sinal da frustração crescente de uma equipa que viu o seu sonho europeu ser varrido em 90 minutos de futebol português, espanhol e marroquino de enorme qualidade.

✦ ✦ ✦

O Real Betis aguarda agora o adversário dos quartos-de-final, uma fase da competição que os verdes-e-brancos de Sevilha não alcançavam há vários anos. Para Pellegrini, o arquitecto deste triunfo europeu, é mais uma prova de que o clube tem plantão e carácter suficientes para competir nas fases mais avançadas da Liga Europa — onde apenas os melhores sobrevivem. A Cartuja rugiu de orgulho e Sevilha voltou a ter um sonho europeu a que se agarrar.

Ficha Técnica

  • Competição:Liga Europa UEFA 2025/26 — Oitavos de Final (2.ª Mão)
  • Data:19 de Março de 2026
  • Local:Estadio de la Cartuja, Sevilha, Espanha
  • Resultado:Real Betis 4–0 Panathinaikos
  • Agregado:4–1 (Real Betis qualificado)
  • Árbitro:Tobias Stieler (Alemanha)
  • Espectadores:~70.000 (capacidade total da Cartuja)
  • Próxima fase:A definir — Quartos-de-Final

XI Inicial — Real Betis (4-2-3-1)

  • GR:Rui Silva
  • Defesa:Hèctor Bellerín, Germán Pezzella, Natan, Abner Miranda
  • Médio:Sofyan Amrabat, Giovani Lo Celso
  • Ataque:Antony, Pablo Fornals, Ez Abde (Ezzalzouli)
  • Avançado:Juan Camilo «Cucho» Hernández
  • Treinador:Manuel Pellegrini

XI Inicial — Panathinaikos (4-2-3-1)

  • GR:Alban Lafont
  • Defesa:Christos Katris, Sverrir Ingason, Touba, Mładenović
  • Médio:Renato Sanches, Adam Gnezda Čerin
  • Ataque:Facundo Pellistri, Vicente Taborda, Georgios Kyriakopoulos
  • Avançado:Andrews Tetteh
  • Treinador:Rafael Benítez

Dragão ruge e Porto elimina Stuttgart para voar aos quartos-de-final da Liga Europa

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O FC Porto despachou o VfB Stuttgart por 2–0 no Estádio do Dragão, confirmando uma qualificação tranquila para os quartos-de-final da Liga Europa com um agregado de 4–1. William Gomes e Borja Sainz foram os protagonistas de uma noite azul e branca que ficará na memória dos adeptos portistas.

 

Liga Europa UEFA · Oitavos de Final · 2.ª Mão

 

FC Porto 2 – 0 VfB Stuttgart

Resultado Final

Agg: 4–1 · Porto Qualificado

⚽ Primeira mão (12 Mar, Stuttgart): 

VfB Stuttgart 1–2 FC Porto  |  Golos: Terem Moffi, Rodrigo Mora (Porto) · Deniz Undav (Stuttgart)






Min. Marcador Equipa Assistência / Nota
21′ William Gomes FC Porto Primeiro golo da noite
2.ª P. Borja Sainz FC Porto Fechou a eliminatória

🟥🟨 Disciplina e Incidentes

  •  Pablo Rosario (FC Porto) — Amarelo, 6′
  •  Nikolas Nartey (VfB Stuttgart) — Vermelho (2.º amarelo), 2.ª parte

ODragão voltou a ser fortaleza intransponível esta quinta-feira à noite. O FC Porto recebeu o VfB Stuttgart com a vantagem de um golo do cômputo global e não deu qualquer margem de dúvida — goleou os alemães por 2–0, alcançou um agregado de 4–1 e qualificou-se para os quartos-de-final da Liga Europa com uma autoridade que poucos esperavam de uma equipa que ainda procura a sua melhor forma nesta temporada doméstica. Em frente a um Dragão esgotado e ensandecido, Francesco Farioli viu os seus jogadores responder à altura do momento.

O contexto antes do apito inicial era de relativa tranquilidade para os portistas. Na primeira mão, disputada em Estugarda a 12 de Março, o Porto surpreendeu o adversário com um início fulminante: Terem Moffi abriu o marcador e Rodrigo Mora ampliou numa explosão de sete minutos antes da meia hora de jogo. Deniz Undav, o artilheiro alemão, reduziu aos 40 minutos numa tentativa de reacção que acabou por ser insuficiente. O Porto regressou a Portugal com uma vantagem de 2–1 e a missão estava bem encaminhada — faltava confirmá-la em casa.

«A força desta equipa está no plantel. Tenho total confiança em todos os jogadores. Quero frescura nas pernas e na cabeça. Cada um tem o seu papel e pode jogar.»— Francesco Farioli, treinador do FC Porto

✦ ✦ ✦

O início do jogo no Dragão trouxe um aviso alemão: logo ao primeiro minuto, Angelo Stiller encontrou Jeff Chabot com uma bola alta, o defesa cabeceou com intenção e obrigou Diogo Costa a uma defesa importante. Era a confirmação de que o Stuttgart não vinha a Portugal resignado — a desvantagem de um golo era recuperável e a equipa de Sebastian Hoeneß apresentou-se ambiciosa desde o apito inicial. Chris Führich, um dos mais perigosos da visita, ameaçou novamente aos 7 minutos com um remate à esquerda que o guardião internacional português voltou a travar com segurança.

O primeiro cartão amarelo da noite pertenceu ao Porto: Pablo Rosario cometeu uma falta dura sobre Bilal El Khannouss aos 6 minutos e ficou imediatamente condicionado pelo árbitro alemão Anthony Taylor. O médio holandês, peça fundamental no mecanismo de Farioli, teve de gerir o restante jogo com maior prudência, sabendo que uma segunda infracção o eliminaria do encontro.

Apesar do domínio inicial do Stuttgart, foi o Porto a abrir a contagem. Aos 21 minutos, William Gomes — extremo que tem sido um dos mais consistentes desta campanha europeia, acumulando três golos na competição — encontrou espaço para rematar e inaugurar o marcador. O golo do jovem avançado azul e branco foi o suficiente para transformar a atmosfera no Dragão: o estádio inflamou-se e o Stuttgart viu a missão tornar-se subitamente quase impossível, já que agora precisaria de marcar três golos sem sofrer mais nenhum para se qualificar.

✦ ✦ ✦

O intervalo confirmou o domínio portista: 1–0 no marcador, 3–1 no agregado, e um Stuttgart incapaz de criar perigo real junto da baliza de Diogo Costa. No segundo tempo, Farioli fez entrar Victor Froholdt no lugar de Rodrigo Mora — sinal de gestão e não de preocupação —, enquanto Sebastian Hoeneß tentou recalibrar a equipa alemã com as substituições de Führich, Undav e Stiller. A entrada de Tiago Tomás, o jovem avançado português formado no Sporting, foi um dos momentos mais curiosos da noite: o ex-internacional sub-21 tentou criar pela direita mas viu a bola bater na defesa portista sem consequências.

A sentença definitiva foi imposta por Borja Sainz, o extremo espanhol cedido pelo Norwich City que tem sido uma das revelações mais agradáveis da temporada no Porto. O segundo golo fechou qualquer hipótese teórica de viagem alemã e transformou os últimos minutos numa festa azul e branca nas bancadas do Dragão.

«Começámos muito bem, tivemos boa energia, não criámos muito perigo, mas conseguimos alguns remates. Quando sofremos o golo, sentiu-se uma mudança no jogo. Não conseguimos manter a mesma energia a partir daí. O Porto foi superior.»— Sebastian Hoeneß, treinador do VfB Stuttgart

A expulsão de Nikolas Nartey — o defesa alemão que recebeu dois amarelos na segunda parte — foi o epílogo disciplinar de uma noite que nunca saiu do controlo portista. Com dez homens, o Stuttgart desceu ainda mais e limitou-se a tentar evitar o terceiro golo, sem qualquer ambição ofensiva. O árbitro Taylor apitou o fim e o Dragão festejou um resultado que faz do Porto um candidato a seguir com atenção nesta fase da prova.

✦ ✦ ✦

Para Francesco Farioli, a qualificação é mais um argumento para demonstrar que o projecto portista caminha com solidez apesar dos reveses domésticos — eliminado da Taça de Portugal pelo Sporting CP e longe da liderança isolada na Primeira Liga. Na Europa, os «Dragões» apresentam um registo de seis vitórias, dois empates e uma derrota em dez jogos, com Diogo Costa a somar quatro «cleansheets» na competição. O próximo adversário, saído do duelo entre o Real Betis e o Panathinaikos — que os espanhóis venceram por 4–0 —, será o Real Betis, numa eliminatória que promete confrontar duas filosofias ofensivas de enorme qualidade. O Porto viajará a Sevilha para a primeira mão com a confiança renovada de quem acabou de eliminar um clube da Bundesliga com um agregado impressionante de 4–1.

Ficha Técnica

  • Competição:Liga Europa UEFA 2025/26 — Oitavos de Final (2.ª Mão)
  • Data:19 de Março de 2026
  • Local:Estádio do Dragão, Porto, Portugal
  • Resultado:FC Porto 2–0 VfB Stuttgart
  • Agregado:4–1 (Porto qualificado)
  • Árbitro:Anthony Taylor (Inglaterra)
  • Próxima fase:Real Betis (Quartos-de-Final)

XI Inicial — FC Porto (4-3-3)

  • GR:Diogo Costa
  • Defesa:Zaidu Sanusi, Jan Bednarek, Thiago Silva, Alberto Costa
  • Médio:Seko Fofana, Pablo Rosario, Rodrigo Mora
  • Ataque:Borja Sainz, Terem Moffi, William Gomes
  • Treinador:Francesco Farioli

XI Inicial — VfB Stuttgart (4-2-3-1)

  • GR:Alexander Nübel
  • Defesa:Luca Jáquez, Jeff Chabot, Maximilian Mittelstädt, Ramon Hendriks
  • Médio:Atakan Karazor, Angelo Stiller
  • Ataque:Bilal El Khannouss, Chris Führich, Ermedin Demirović
  • Avançado:Deniz Undav
  • Treinador:Sebastian Hoeneß

Ausências de Relevo

  • FC Porto:Samu Omorodion (joelho — resto da época), Luuk de Jong (joelho — resto da época), Nehuén Pérez (tendão de Aquiles)
  • VfB Stuttgart:Lazar Jovanović (costas — desde Janeiro), Josha Vagnoman (coxa — dúvida)

Noite épica no Olímpico: Bologna vira dois golos de desvantagem e elimina a Roma no prolongamento

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Num duelo todo-italiano para a história da Liga Europa, o Bologna FC foi a Roma, sofreu, reagiu com carácter extraordinário e eliminou a Giallorossi por 4–3 após prolongamento — avançando aos quartos-de-final com um agregado de 5–4 que ninguém esquecerá tão cedo.

 

Liga Europa UEFA · Oitavos de Final · 2.ª Mão 

AS Roma 3 – 4 Bologna FC

Após Prolongamento

Agg: 4–5 · Bologna Qualificado

⚽ Primeira mão (12 Mar, Bologna): Bologna 1–1 AS Roma  |  Golos: Federico Bernardeschi (50′) · Lorenzo Pellegrini (71′)













Min. Marcador Equipa Assistência / Nota
22′ Jonathan Rowe Bologna Ataque rápido
32′ Evan N’Dicka AS Roma Canto / ressalto
45+2′ Federico Bernardeschi Bologna Grande penalidade
58′ Santiago Castro Bologna
69′ Donyell Malen AS Roma Grande penalidade
80′ Lorenzo Pellegrini AS Roma
111′ Nicolò Cambiaghi Bologna Golo decisivo no prolongamento

📊 O número que conta a história

  • 🏆 O Bologna permanecia invicto em 10 jogos europeus consecutivos — o melhor registo da história do clube.
  • ⚽ 7 golos em 120 minutos num duelo todo-italiano de Liga Europa — uma eliminatória extraordinária.
  • 🔄 O Bologna chegou a estar a perder 1–3 no agregado e virou para 5–4 — uma remontada histórica.
  • 🎯 Donyell Malen somou 6 golos na Liga Europa esta época — melhor marcador da Roma na competição.
  • 📅 63.908 adeptos no Estádio Olímpico testemunharam uma das noites mais dramáticas da Liga Europa.

Haverá quem jure que o Estádio Olímpico nunca viveu uma noite assim — e que o futebol raramente é capaz de tanta crueldade e tanta beleza ao mesmo tempo. O Bologna FC chegou a Roma carregando uma desvantagem que parecia insuperável, voltou a estar em desvantagem no marcador durante quase todo o encontro, e ainda assim encontrou dentro de si a força para marcar quatro golos — o último aos 111 minutos do prolongamento — e eliminar a AS Roma num jogo que ficará gravado na memória de todos os que o viveram. Cinco golos de agregado para o Bologna, quatro para a Roma. Uma eliminatória que o desporto não podia ter inventado melhor.

A primeira mão, disputada uma semana antes em Bolonha, tinha terminado com o empate a um golo. Bernardeschi abriu o marcador aos 50 minutos com um remate de classe assinalável; Lorenzo Pellegrini, capitão da Roma, restabeleceu a igualdade aos 71 minutos numa das suas actuações mais sólidas da temporada. Nenhum dos dois clubes podia estar satisfeito — a eliminatória estava em aberto, o Olímpico prometia ser o palco da decisão, e nenhum treinador dormiu descansado durante a semana.

«Sabíamos que seria uma noite muito difícil. A Roma é uma equipa de grande experiência europeia. Mas acreditámos até ao fim. Este grupo tem algo de especial.»— Vincenzo Italiano, treinador do Bologna FC

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O começo do segundo jogo foi um soco para a Roma: Jonathan Rowe, o veloz extremo galês que tem sido uma das revelações da temporada no Bologna, abriu o marcador logo aos 22 minutos com um remate fulminante após um contra-ataque vertiginoso. O agregado estava empatado a dois e a Romano tinha pela frente o espectro de sair eliminada em casa. Gasperini, treinador da Roma, tentou ajustar de imediato — Pellegrini aqueceu, El Shaarawy recuou — mas a equipa demorou a encontrar equilíbrio.

Aos 32 minutos, no entanto, num canto trabalhado que a Roma tantas vezes ensaiou esta temporada, Evan N’Dicka — o defesa franco-guineense que tem sido um dos melhores jogadores dos Giallorossi nos últimos dois anos — cabeceou com precisão para empatar. O Olímpico rugiu. O agregado passava a ser de 3–2 para a Roma, e a eliminatória parecia agora controlada pelos donos da casa.

O que ninguém esperava era o que aconteceu nos minutos finais da primeira parte. Uma disputa dentro da área levou o árbitro romeno Istvan Kovacs — que dirigiu toda a noite de forma segura e consistente — a assinalar grande penalidade para o Bologna. Bernardeschi, que já tinha marcado na primeira mão com um golo soberbo, não tremeu na marca dos onze metros e converteu com frieza absoluta. Ao intervalo, o agregado estava empatado a três, e a eliminatória tinha sido completamente invertida em relação ao que mostrava há apenas vinte minutos.

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A segunda parte começou com a Roma a empurrar desesperadamente. Gasperini lançou Lorenzo Pellegrini logo de início, substituindo El Shaarawy, e a pressão começou a fazer-se sentir. Foi nesse contexto que Santiago Castro, o pujante avançado argentino do Bologna, perpetrou o golo mais devastador da noite: recebeu a bola de costas, rodou com elegância e rematou colocado para o fundo das redes de Mile Svilar aos 58 minutos. O agregado pendeu subitamente para 5–3 a favor do Bologna — e o Olímpico ficou em silêncio perturbador.

A Roma respondeu com o coração. Donyell Malen — o avançado holandês que chegou de Aston Villa em Janeiro e se tornou rapidamente no jogador mais decisivo dos Giallorossi — foi derrubado dentro da área e converteu o penálti resultante aos 69 minutos com a serenidade de quem carrega esta equipa às costas. 3–3 no agregado, Bologna ainda na frente por 5–4 na soma dos golos. Tudo dependia de um único golo.

«Nunca parámos de acreditar. Sofremos, mas cada vez que a Roma marcava, respondemos. É isso que este grupo é capaz de fazer — não desistir jamais.»— Remo Freuler, médio do Bologna FC

O golo que igualaria o agregado chegou aos 80 minutos. Lorenzo Pellegrini, com a habilidade e o talento que o tornaram capitão desta Roma, rematou com precisão para fazer 3–3 no marcador da noite e igualar o cômputo global a 4–4. O Olímpico explodiu em euforia: 63.908 almas em delírio absoluto. A eliminatória estava novamente empatada, e o prolongamento tornava-se inevitável.

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Os 30 minutos extra foram um teste de resistência física e mental para ambas as equipas. A Roma, com mais posse de bola durante toda a noite (60,7% contra 39,3%), pareceu a equipa mais esgotada no início do prolongamento, ao passo que o Bologna — mais compacto, mais directo, mais fresco nos apoios físicos — continuou a tentar explorar os espaços com transições rápidas. Gasperini lançou as suas últimas cartas: Devyne Rensch entrou na lateral, Robinio Vaz foi chamado ao ataque. Mas o ritmo estava a favorecer os visitantes.

Aos 111 minutos, numa jogada que resumiu toda a noite, o Bologna construiu o golo que decidiu a história. Riccardo Orsolini, que tinha sido um dos mais perigosos na segunda parte com um remate que quase entrou, serviu Nicolò Cambiaghi — o extremo que entrou como suplente no segundo tempo — com um passe milimétrico. Cambiaghi controlou, isolou-se de Mancini e rematou com a segurança de quem sabia que estava a marcar um dos golos mais importantes da história recente do seu clube. 4–3 no marcador. 5–4 no agregado. O Bologna estava nos quartos-de-final da Liga Europa.

Os últimos minutos foram de agonia pura para a Roma. Mancini e Wesley tentaram tudo, mas a defesa do Bologna — liderada por um formidável Jhon Lucumí — resistiu até ao apito final de Kovacs. Quando o árbitro encerrou o encontro, os jogadores do Bologna abraçaram-se no centro do campo do Estádio Olímpico numa cena de pura catarse. Do outro lado, Gasperini, Pellegrini e Malen ficaram imóveis, incapazes de processar uma eliminação que ninguém no balneário julgava possível depois dos 80 minutos.

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Para o Bologna de Vincenzo Italiano, esta vitória representa a continuação de um percurso europeu histórico — a equipa de Emília-Romanha permanece invicta em dez jogos consecutivos na Liga Europa, o melhor registo de sempre do clube, ultrapassando uma marca que datava dos anos 60. Nos quartos-de-final, aguarda o vencedor do confronto entre a Aston Villa e o Lille, uma eliminatória que os ingleses venceram graças a uma defesa providencial de Emiliano Martínez. Para a Roma, resta digerir uma noite que prometia glória e entregou tragédia — numa temporada em que os Giallorossi continuam a lutar pela qualificação para a Champions League na Serie A, e que agora perdem o único palco europeu onde ainda competiam. Gasperini terá um trabalho ingrato de reconstrução emocional nos próximos dias.

🟥🟨 Disciplina

  •  Vários jogadores de ambas as equipas — acumulação de cartões amarelos ao longo do prolongamento
  •  Árbitro: Istvan Kovacs (Roménia) — dirigiu o encontro com firmeza e sem grandes polémicas

Ficha Técnica

  • Competição:Liga Europa UEFA 2025/26 — Oitavos de Final (2.ª Mão)
  • Data:19 de Março de 2026
  • Local:Estádio Olímpico, Roma, Itália
  • Resultado:AS Roma 3–4 Bologna FC (após prolongamento)
  • Agregado:4–5 (Bologna qualificado)
  • Árbitro:Istvan Kovacs (Roménia)
  • Espectadores:63.908
  • Próxima fase:Aston Villa ou Lille (Quartos-de-Final)

XI Inicial — AS Roma (3-4-2-1)

  • GR:Mile Svilar
  • Defesa:Gianluca Mancini, Evan N’Dicka, Mario Hermoso
  • Médio:Kouadio Koné, Bryan Cristante, Zeki Çelik, França
  • Meia:Niccolò Pisilli, Stephan El Shaarawy
  • Avançado:Donyell Malen
  • Treinador:Gian Piero Gasperini

XI Inicial — Bologna FC (4-3-3)

  • GR:Federico Ravaglia
  • Defesa:Nadir Zortea, Jhon Lucumí, Martin Vitík, Charalambos Lykogiannis
  • Médio:Lewis Ferguson, Remo Freuler, Tommaso Pobega
  • Ataque:Jonathan Rowe, Santiago Castro, Federico Bernardeschi
  • Treinador:Vincenzo Italiano

Ausências de Relevo

  • AS Roma:Paulo Dybala (joelho), Evan Ferguson (lesão), Zeki Çelik (saiu lesionado ao intervalo)
  • Bologna:Łukasz Skorupski (dúvida — lesão no tendão — substituído por Ravaglia), Juan Miranda (suspensão UEFA)